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Terracrua Design Consultoria em Planeamento Regenerativo e Agricultura Regenerativa

We are Terracrua Design, and we structure farming, eco-village and co-living projects, and provide advice on ecological-regenerative design. We transform ideas and materialize dreams, from maps to the field!​

We create the conditions for future interventions, productions, movements, use of resources and activities of the promoters to be developed in the most efficient way, both from an energetic and financial point of view, as well as environmental and social. We provide detailed guidelines for the client to benefit from a long-term overview of the interventions to be carried out, with the possibility of gradually implement them, according to their availability.

Planear uma charca exige estudar a paisagem e trabalhar no terreno.Nesta propriedade de 300 hectares, na zona de Seia, S...
13/10/2026

Planear uma charca exige estudar a paisagem e trabalhar no terreno.

Nesta propriedade de 300 hectares, na zona de Seia, Serra da Estrela, construímos uma charca com cerca de 400 m², ligada à drenagem dos acessos para recolher água e sedimentos transportados pelo escoamento.

Recuperámos também parte de uma antiga levada degradada. Depois de limpa, verificámos que ainda conduzia água de uma nascente; foi essa água que entretanto encheu a charca.

A localização final resulta do planeamento e da presença frequente no terreno. Usamos tecnologia GPS para levar o projecto para o campo, verif**ar as marcações e afinar a implantação. O nosso responsável de obra, Miguel Clemente, acompanha a execução e articula com a equipa de projecto os ajustes necessários.

Na próxima Primavera, avançaremos com a recuperação das margens: plantações, sementeiras e colocação de estacas de salgueiro. A vegetação ajudará a proteger o solo; a disposição de pedras criará abrigos para os anfíbios, complementando o habitat aquático.

O trabalho continua depois da escavação, com a recuperação das margens e o acompanhamento da água e da vegetação.

A nossa página de serviços está agora mais completa e organizada, para facilitar a escolha do apoio necessário em cada f...
13/10/2026

A nossa página de serviços está agora mais completa e organizada, para facilitar a escolha do apoio necessário em cada fase de um projecto.

Da visita técnica ao planeamento da água e dos acessos, ao desenho de zonas produtivas e ao acompanhamento da execução, explicamos o que inclui cada serviço.

Se está a pensar desenvolver uma propriedade, conheça as opções e fale connosco sobre o que precisa.

🌱 FAZES DESIGN DE PERMACULTURA, AGROFLORESTA OU AGRICULTURA REGENERATIVA?Então sabes que um bom projecto começa muito an...
11/10/2026

🌱 FAZES DESIGN DE PERMACULTURA, AGROFLORESTA OU AGRICULTURA REGENERATIVA?

Então sabes que um bom projecto começa muito antes de desenhar as primeiras linhas.

Antes de definir zonas de permacultura, implantar sistemas agroflorestais, planear a rotação do gado ou desenhar caminhos e estruturas de retenção de água, precisas de compreender o terreno.

E se pudesses ter toda essa informação organizada, pronta a utilizar no computador e no telemóvel?

Na Terracrua Design desenvolvemos Bases Cartográf**as Digitais para quem trabalha com a terra, desenha projectos ou quer começar a planear a sua propriedade com mais rigor.

O que podes analisar?

💧 Bacias hidrográf**as, linhas de drenagem e acumulação de escoamento.

📐 Curvas de nível, declives e modelos digitais do terreno.

☀️ Exposição solar e orientação das vertentes.

🌳 Vegetação existente, uso do solo e morfologia.

🚜 Acessos, caminhos e conectividade.

📍 Limites e condicionantes territoriais, conforme os dados disponíveis.

E a melhor parte? Não precisas de comprar software.

💻 QGIS no computador: abre os mapas, analisa o terreno, trabalha com diferentes camadas e desenvolve os teus projectos.

📱 QField no telemóvel: leva a cartografia contigo para o campo. Vê a tua localização por GPS, consulta as diferentes camadas, marca pontos, regista observações e recolhe dados directamente no terreno, mesmo sem ligação à Internet, depois de preparares os ficheiros.

Ambas são ferramentas gratuitas e de código aberto.

Se fazes projectos para clientes, podes começar a trabalhar com uma base cartográf**a organizada, apresentar mapas técnicos e fundamentar melhor as tuas decisões.

Se tens uma propriedade, podes começar a perceber onde a água se concentra, como se distribuem os declives e que condicionantes deves considerar antes de investir.

Seja para desenhar uma floresta alimentar, organizar um sistema de pastoreio rotativo, planear uma exploração agroflorestal ou desenvolver um projecto completo de permacultura, a cartografia dá-te uma base de trabalho muito mais sólida.

🌍 BASE CARTOGRÁFICA DIGITAL TERRACRUA

Desde 99 € + IVA, conforme a área e os dados incluídos.

👉 terracruadesign.pt/cartografia/⁠

Já trabalhas com QGIS ou QField? Ou ainda desenhas os teus projectos directamente sobre imagens de satélite?

Conta-nos nos comentários. Gostávamos de perceber como é que a comunidade de permacultura e agrofloresta está a utilizar estas ferramentas.

CONHECES REALMENTE O TEU TERRENO?Antes de abrir caminhos, plantar, construir ou investir em sistemas de água, convém con...
11/10/2026

CONHECES REALMENTE O TEU TERRENO?

Antes de abrir caminhos, plantar, construir ou investir em sistemas de água, convém conhecer a topografia e as características da propriedade.

A Terracrua Design disponibiliza um novo serviço de Base Cartográf**a Digital, com mapas de:

• Curvas de nível e topografia;
• Declives e exposição solar;
• Bacias hidrográf**as e drenagem;
• Cadastro e condicionantes territoriais.

Recebes a informação organizada em formato digital, para consultar no computador ou directamente no terreno, através de QGIS e QField.

Desde 99 € + IVA.

Verif**amos previamente a cobertura e a qualidade dos dados disponíveis para cada propriedade.

Pede informação ou orçamento:

https://terracruadesign.pt/cartografia/

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02/10/2026

Monte Flora, Garvão. 2023.

Estas imagens aéreas mostram uma fase de um projecto que temos um orgulho especial em acompanhar.

Na Monte Flora, a Terracrua Design trabalhou desde o planeamento à implementação no terreno, integrando gestão da água, acessos, infraestruturas, melhoria do solo e plantações adaptadas ao território.

Mas o mais interessante é ver o que aconteceu depois.

A paisagem continuou a evoluir, as intervenções ganharam maturidade e o projecto foi sendo apropriado por quem o vive e gere diariamente. É esse o verdadeiro teste de um bom planeamento: criar uma estrutura que continue a funcionar e a desenvolver-se ao longo dos anos.

Vale a pena visitar o Instagram da Monte Flora .farm e acompanhar a evolução deste projecto desde estas imagens de 2023 até hoje.

Para nós, é particularmente gratif**ante olhar para trás e reconhecer um território que ajudámos a desenhar, implementar e acompanhar, e vê-lo continuar a crescer.

“A quem sente vontade de mudar de vida e não sabe por onde começar, digo uma coisa que costuma surpreender. Desliga a te...
25/09/2026

“A quem sente vontade de mudar de vida e não sabe por onde começar, digo uma coisa que costuma surpreender. Desliga a televisão e vai ver o mapa do interior de Portugal. Não o mapa das estradas; o mapa das freguesias a perder gente todos os anos, das escolas com seis alunos, das casas de xisto fechadas com a chave ainda na fechadura porque quem lá vivia morreu e os filhos foram para a cidade.

Esse mapa não é uma lista de lugares tristes. É uma lista de lugares à espera. Terra barata, água que ainda ninguém secou de vez, uma comunidade pequena que sente falta de gente nova e trata bem quem chega a sério.

Conheço casas assim. Uma delas tem a horta ainda marcada pelos socalcos, três oliveiras que ninguém podou nos últimos dez invernos e um poço que continua a dar água, mesmo cheio de folhas, porque a nascente que o alimenta continua indiferente ao facto de o dono ter morrido. O filho vive em Lisboa, tem a chave num gancho na cozinha do apartamento e não sabe bem o que fazer com ela. (…)” Continua: https://jornalptgreen.pt/noticia/o-territorio-do-interior-a-espera/

22/09/2026

O Verão é tempo de implementações!

É nesta altura que o design passa do mapa para o terreno.

Acessos que não servem apenas para circular, mas que são integrados no sistema hidrológico da propriedade, ajudando a captar, distribuir e infiltrar água.

Charcas de infiltração, barragens e outras estruturas de retenção são implantadas nos pontos definidos pelo planeamento, com um princípio simples: **reter primeiro, infiltrar e só depois conduzir a água**.

É a fase em que meses de levantamento, cartografia, análise topográf**a e desenho se materializam no terreno. E onde o rigor do projecto tem de encontrar o rigor da execução: cotas, pendentes, níveis, volumes, movimentos de terras e operação de máquinas.

Porque um bom design só f**a completo quando aquilo que foi pensado no mapa funciona, de facto, na paisagem.

Terracrua Design — planeamento regenerativo aplicado.

“Em 2017 escrevi um artigo sobre a relação entre monoculturas florestais e bacias hidrográf**as. Na altura procurei expl...
17/09/2026

“Em 2017 escrevi um artigo sobre a relação entre monoculturas florestais e bacias hidrográf**as. Na altura procurei explicar uma ideia relativamente simples: a água que alimenta uma nascente ou mantém uma ribeira durante o Verão não aparece por acaso. Depende da chuva, naturalmente, mas depende também da forma como o território recebe, infiltra, armazena e liberta essa água.

Nove anos depois, esta questão parece-me ainda mais importante. Falamos muito de seca, de barragens, de precipitação e de disponibilidade de água. Falamos bastante menos sobre aquilo que acontece entre o momento em que uma gota de chuva toca no solo e o momento em que essa água abandona uma bacia hidrográf**a.

E é precisamente aí que se decide uma parte importante da nossa segurança hídrica.

Uma bacia hidrográf**a pode ser entendida como uma enorme superfície de captação. A topografia determina para onde a água se desloca. As cumeadas separam bacias e sub-bacias; as encostas conduzem a água; os vales concentram-na; os solos determinam quanto infiltra e quanto escorre; a vegetação interfere na velocidade desse movimento e na capacidade do sistema para conservar humidade.

Por isso, duas paisagens sujeitas exactamente ao mesmo episódio de chuva podem responder de formas completamente diferentes.

Numa paisagem com solo degradado, compactado ou descoberto, pouca matéria orgânica e reduzida complexidade vegetal, uma parte importante da precipitação pode transformar-se rapidamente em escoamento superficial. A água ganha velocidade, concentra-se nas zonas mais baixas, transporta partículas de solo, aumenta a erosão e abandona rapidamente o território.

Choveu. Mas isso não signif**a necessariamente que o território tenha f**ado signif**ativamente mais hidratado.

Numa paisagem funcional, o processo é diferente. A vegetação intercepta parte da precipitação. A manta morta protege o solo do impacto directo das gotas. As raízes contribuem para a estrutura e porosidade do solo. A matéria orgânica favorece a retenção de água. A rugosidade da superfície reduz a velocidade do escoamento. A água permanece mais tempo no sistema e uma maior proporção tem oportunidade de infiltrar.

É aqui que o solo se torna decisivo.

Um solo vivo depende da quantidade, qualidade e continuidade dos materiais orgânicos que recebe. Folhas, ramos, raízes mortas, excrementos e outros resíduos biológicos entram num processo contínuo de decomposição através da actividade de fungos, bactérias, invertebrados e inúmeros outros organismos. É deste processo que resulta uma parte importante da fertilidade e da estrutura física do solo.

Quanto melhor estruturado estiver esse solo, maior tende a ser a sua capacidade de receber água em vez de simplesmente a deixar passar pela superfície.

Isto ajuda a explicar por que razão uma floresta não pode ser reduzida a uma contagem de árvores. (…)”

Continua:
https://observador.pt/opiniao/a-chuva-nao-chega-e-preciso-que-a-paisagem-saiba-guardar-a-agua/

Artigo de 2017:
https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2017/07/03/a-monocultura-florestal-e-as-bacias-hidrografias/

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“Uma árvore centenária é uma infraestrutura. Uma galeria ripícola é uma infraestrutura. Uma nascente recuperada é uma in...
15/09/2026

“Uma árvore centenária é uma infraestrutura. Uma galeria ripícola é uma infraestrutura. Uma nascente recuperada é uma infraestrutura. Durante décadas habituámo-nos a pensar infraestrutura como sinónimo de estrada, viaduto ou equipamento público; mas o calor extremo está a obrigar-nos a alargar essa definição, e a fazê-lo depressa.

Os dias acima dos 40 graus deixaram de ser excepção em muitas regiões do país. As ondas de calor prolongam-se por semanas; os incêndios tornaram-se presença fixa do verão português; e permanecer ao ar livre nas horas centrais do dia passou a ser, em muitos lugares, um exercício de resistência física. Perante isto, a pergunta que qualquer autarquia devia estar a fazer é simples: onde é que a sua população se pode refugiar do calor sem fechar a porta de casa e ligar o ar condicionado?

Nem todos têm ar condicionado. Nem todos querem, ou podem, passar semanas fechados dentro de um edifício. E uma sociedade que depende exclusivamente de espaços privados para enfrentar um problema coletivo é uma sociedade mal preparada. É por isso que vale a pena recuperar um conceito ainda pouco discutido em Portugal: o refúgio climático, um espaço capaz de oferecer conforto térmico mensuravelmente superior ao do território que o rodeia.

Uma técnica que Portugal já dominava

Os portugueses conheceram estes espaços muito antes de existirem sistemas de climatização. As aldeias nasciam junto a nascentes porque a água próxima moderava a temperatura do ar; os largos eram sombreados por árvores de grande porte porque a sombra de uma copa madura pode reduzir a temperatura sentida em vários graus face a uma rua exposta; os lavadouros funcionavam como pontos de encontro social precisamente porque eram, também, os pontos mais frescos da povoação. Isto não era estética. Era engenharia territorial informal, afinada ao longo de séculos por tentativa e erro. (…)”

Continua em: https://expresso.pt/opiniao/2026-09-14-o-que-e-um-refugio-climatico--266eb36d

Produzir não tem de signif**ar degradar.Durante demasiado tempo aceitámos como inevitável que a produção agrícola tivess...
03/09/2026

Produzir não tem de signif**ar degradar.

Durante demasiado tempo aceitámos como inevitável que a produção agrícola tivesse como consequência a perda progressiva de solo, matéria orgânica, biodiversidade e capacidade de retenção de água.

Não tem de ser assim.

A agricultura regenerativa parte de uma ideia relativamente simples: podemos produzir mimetizando os processos que tornam os sistemas naturais férteis e resilientes.

Manter o solo protegido. Aumentar matéria orgânica. Favorecer infiltração em vez de escorrência. Trabalhar com diversidade vegetal. Integrar árvores, culturas e animais quando o contexto o permite. Desenhar a produção de acordo com a topografia e o movimento natural da água.

Não se trata de deixar a natureza entregue a si própria. Trata-se precisamente de desenhar e gerir sistemas produtivos que recuperam funções ecológicas enquanto produzem.

É esse equilíbrio que procuramos no planeamento regenerativo aplicado.

Endereço

Santa Clara A Nova
Santa Clara-A-Nova
7700-240

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