Terracrua Design

Terracrua Design Consultoria em Planeamento Regenerativo e Agricultura Regenerativa

We are Terracrua Design, and we structure farming, eco-village and co-living projects, and provide advice on ecological-regenerative design. We transform ideas and materialize dreams, from maps to the field!​

We create the conditions for future interventions, productions, movements, use of resources and activities of the promoters to be developed in the most efficient way, both from an energetic

and financial point of view, as well as environmental and social. We provide detailed guidelines for the client to benefit from a long-term overview of the interventions to be carried out, with the possibility of gradually implement them, according to their availability.

“Há palavras que repetimos tantas vezes que deixamos de pensar no seu verdadeiro signif**ado. Uma delas é “floresta”. To...
22/08/2026

“Há palavras que repetimos tantas vezes que deixamos de pensar no seu verdadeiro signif**ado. Uma delas é “floresta”. Todos os Verões ouvimos falar de incêndios florestais, gestão da floresta, economia da floresta ou limpeza da floresta. Depois olhamos para as imagens e, muitas vezes, aquilo que vemos é uma plantação de árvores em monocultura.

Do ponto de vista administrativo e estatístico, uma plantação monoespecíf**a pode ser classif**ada como floresta de produção ou floresta de plantação. Mas isso não signif**a que funcione ecologicamente como uma floresta diversa. A diferença não é apenas semântica. Ajuda a compreender muitos dos problemas ambientais e territoriais que hoje enfrentamos.

Uma floresta não é apenas um conjunto de árvores. É um sistema vivo composto por árvores de diferentes espécies e idades, arbustos, plantas rasteiras, fungos, líquenes, insectos, aves, mamíferos, répteis, anfíbios e milhões de organismos microscópicos que vivem no solo.

Cada espécie pode desempenhar várias funções e diferentes espécies podem contribuir para a mesma função ecológica. Umas polinizam, outras dispersam sementes, reciclam nutrientes, regulam populações de insectos, produzem matéria orgânica ou participam na formação e manutenção do solo. Essa diversidade cria redundância, capacidade de adaptação e maior resistência perante secas, pragas, doenças e outras perturbações.”

Continua em: https://observador.pt/opiniao/uma-monocultura-de-arvores-nao-funciona-como-uma-floresta/

21/08/2026

E se todas as aldeias e vilas tivessem um lugar assim?

Na quarta-feira passada, o Ameixial chegou ao Jornal da Noite da SIC.

Mas esta história não é apenas sobre uma pequena aldeia no interior do Algarve. É sobre aquilo que podemos fazer em centenas de aldeias e vilas portuguesas.

Um espaço com água, árvores e sombra pode parecer uma intervenção simples. Mas quando chegam os dias de calor extremo, passa a ser muito mais do que isso.

É um lugar onde as crianças podem brincar. Onde os mais velhos podem encontrar frescura. Onde as famílias se encontram. Onde quem visita f**a mais tempo. Onde pode nascer atividade económica. E onde uma comunidade ganha qualidade de vida.

É um refúgio climático.

O Ameixial demonstra que não precisamos de esperar por soluções gigantescas para começar a adaptar os nossos territórios às alterações climáticas.

Muitas aldeias já têm aquilo de que precisamos: uma fonte, uma ribeira, uma linha de água, um tanque, árvores, um espaço público esquecido. É preciso olhar para esses recursos, ouvir as populações e desenhar soluções adaptadas a cada lugar.

Foi isso que começou a acontecer no Ameixial em 2014. O processo identificou a Fonte da Seiceira como um espaço a valorizar; a população escolheu depois o projeto através do Orçamento Participativo e a intervenção foi inaugurada em 2016.

Mais de uma década depois, a pergunta que f**a é muito simples:

Se funciona no Ameixial, porque não haver uma solução destas em cada aldeia e vila do país?

Uma rede de pequenos refúgios climáticos, de água e sombra, pode ajudar a preparar o interior para os verões que aí vêm — e, ao mesmo tempo, tornar estas terras melhores para viver, visitar e permanecer.

O Ameixial não deve ser uma exceção. Deve ser um exemplo a replicar.

19/08/2026

Hoje, na SIC: o Ameixial mostra como pequenas aldeias podem preparar-se para um clima cada vez mais quente.

Em 2014, durante um processo de trabalho com a população do Ameixial, foram identif**ados espaços, necessidades e oportunidades para revitalizar a aldeia. Entre elas estava a valorização da Fonte da Seiceira. A população viria depois a escolher o projeto através do Orçamento Participativo de Loulé e, em 2016, o espaço de água foi inaugurado.

Hoje, aquilo que nasceu de uma necessidade local pode ser lido de outra forma.

É água. É sombra. É espaço público. É encontro. É economia local. E é também adaptação climática.

Num território onde os episódios de calor extremo serão cada vez mais frequentes, espaços como este podem funcionar como verdadeiros refúgios climáticos para as populações, ao mesmo tempo que criam novos motivos para visitar e permanecer nas aldeias do interior.

O Ameixial demonstra que não precisamos necessariamente de grandes infraestruturas ou investimentos incomportáveis. Precisamos de olhar para os recursos que cada território já tem — água, linhas de água, fontes, árvores, património, espaços públicos — e perceber como os podemos transformar em infraestrutura para o futuro.

O desafio agora é passar de um caso isolado para uma rede.

Uma rede de aldeias com espaços de água e sombra, pensados para proteger as populações do calor extremo, melhorar a qualidade de vida e ajudar a criar atividade económica local.

Foi esta a mensagem que levámos hoje à SIC.

E é esta discussão que queremos levar agora aos municípios do Baixo Alentejo e do Algarve.

O Ameixial pode ser apenas o princípio!

“(…) Há uma diferença de natureza, não só de grau, entre viver numa cidade e viver numa aldeia de oito ou dez casas ocup...
11/08/2026

“(…) Há uma diferença de natureza, não só de grau, entre viver numa cidade e viver numa aldeia de oito ou dez casas ocupadas. Numa cidade, a ausência de uma pessoa não se nota; a estrutura absorve a falta sem sequer registar o vazio. Numa aldeia pequena, cada presença é um facto público desde o primeiro dia.

Um casal com filhos não engrossa uma estatística; pode reabrir, literalmente, uma escola que estava em risco de fechar. Uma pessoa com formação técnica não é mais um currículo entre muitos; torna-se, sem ninguém lho pedir, quem resolve o problema do computador da junta, quem ajuda a preencher um formulário da Segurança Social, quem trata do site da associação de caçadores.

Esta visibilidade tem um preço. Quem chega é observado, comentado e, por vezes, testado durante meses antes de ser aceite como vizinho de confiança; a aldeia guarda os seus julgamentos para si e só os revela devagar, num comentário aqui, noutro ali.

Mas tem também uma recompensa que as cidades já não oferecem: a de sentir, com clareza quase mensurável, que a própria presença altera o lugar. (…)”

https://jornalptgreen.pt/noticia/o-territorio-do-interior-a-espera/ =1785744744

"Li com atenção a entrevista de Gary Morgan ao jornal SOL. Tem razão em quase tudo o que afirma. A prevenção é mais bara...
07/08/2026

"Li com atenção a entrevista de Gary Morgan ao jornal SOL. Tem razão em quase tudo o que afirma. A prevenção é mais barata do que o combate, porque actua sobre a causa e não sobre a consequência; um avião nunca apaga sozinho um incêndio de grande dimensão, porque a sua eficácia depende da intensidade do fogo que encontra; uma floresta carregada de combustível produz, mais cedo ou mais tarde, incêndios de comportamento extremo, porque a quantidade e a continuidade da biomassa determinam a velocidade de propagação. E tem razão quando diz que Portugal continua concentrado na supressão em vez de na gestão da paisagem.

Discordo apenas de um ponto, mas discordo com convicção: a ideia de que o fogo prescrito deve ser o instrumento central de gestão. Voltarei a isso mais adiante.
O combate começa meses antes da primeira ignição

Não existe tecnologia capaz de compensar décadas de abandono do território. Não existe dispositivo operacional que vença uma paisagem preparada para arder; a paisagem chega ao Verão já decidida, e o que os meios aéreos e terrestres fazem é gerir o que ela já determinou. É por isso que o verdadeiro sistema de combate não se constrói em Julho; constrói-se no Inverno e na Primavera, quando se decide onde infiltrar a água, onde abrir e manter caminhos, onde recuperar linhas de água, onde interromper a continuidade do combustível, onde manter agricultura activa, onde apoiar o pastoreio. (...)"

continua: https://sol.iol.pt/opiniao/noticias/nuno-mamede-santos-a-entrevista-de-gary-morgan-e-o-que-falta-dizer-sobre-os-incendios-em-portugal

05/08/2026

O Verão é quando o planeamento ganha forma.

Enquanto muitos olham para o Verão como uma pausa, para nós é a época de implementação.

É nesta altura que as máquinas entram no terreno para abrir acessos, construir charcas, executar valas de retenção e dar forma às infraestruturas que vão transformar o comportamento da água quando chegarem as primeiras chuvas.

Cada acesso é desenhado para cumprir duas funções. Permitir uma circulação eficiente por toda a propriedade e, ao mesmo tempo, trabalhar com a topografia para reduzir a erosão, captar a escorrência superficial e conduzir a água para pontos estratégicos, onde é retida e infiltrada lentamente.

O resultado é um sistema que aproveita cada episódio de chuva para recarregar o solo, aumentar a humidade da paisagem e melhorar a produtividade das áreas agrícolas de forma passiva.

Neste vídeo já se começa a ver essa transformação. Os acessos principais estão definidos, as charcas começam a integrar-se na paisagem e a estrutura da quinta torna-se finalmente visível.

O próximo Inverno fará o resto. A partir daí, será a própria paisagem a começar a trabalhar a nosso favor.

"Como adaptar espaços públicos ao calor extremoHá uma pergunta a que os municípios portugueses terão de responder cada v...
03/08/2026

"Como adaptar espaços públicos ao calor extremo

Há uma pergunta a que os municípios portugueses terão de responder cada vez mais vezes nos próximos anos:

Como manter os espaços públicos utilizáveis quando as temperaturas ultrapassam regularmente os 40 graus?

Durante muito tempo, esta questão parecia relevante apenas para algumas regiões mais quentes do país. Hoje, tornou-se um desafio nacional.
O calor extremo deixou de ser um acontecimento raro para passar a fazer parte da realidade de grande parte do território português. E embora as alterações climáticas sejam frequentemente discutidas em termos globais, os seus impactos fazem-se sentir de forma muito concreta e local. Sentem-se numa praça sem sombra. Num parque infantil exposto ao sol. Numa rua sem árvores. Num largo onde ninguém consegue permanecer durante as horas centrais do dia.

É precisamente aí que a adaptação climática deixa de ser um conceito abstracto e passa a ser uma questão de qualidade de vida. A boa notícia é que existem soluções. E muitas delas são mais simples, mais baratas e mais ef**azes do que habitualmente se imagina.

O primeiro erro é pensar que adaptar um espaço público ao calor signif**a instalar equipamentos tecnológicos ou criar grandes infraestruturas. Na realidade, os elementos mais importantes são frequentemente os mais básicos: sombra, água, vegetação e solo vivo. São estes quatro elementos que determinam a diferença entre um espaço hostil e um espaço confortável durante uma onda de calor.

Comecemos pela sombra. (...)"

Continua em: https://sol.iol.pt/opiniao/noticias/nuno-mamede-santos-a-entrevista-de-gary-morgan-e-o-que-falta-dizer-sobre-os-incendios-em-portugal/20260725/6a64a3560cf2f6a1a1e71f92

Há décadas que Portugal combate os incêndios quando eles já começaram. Mas os grandes incêndios não se resolvem apenas c...
30/07/2026

Há décadas que Portugal combate os incêndios quando eles já começaram. Mas os grandes incêndios não se resolvem apenas com mais meios de combate. Resolvem-se, acima de tudo, com paisagens mais resistentes ao fogo.

A água é uma das infraestruturas mais ef**azes na prevenção estrutural dos incêndios. Quando é retida, infiltrada e distribuída pela paisagem, aumenta a humidade dos solos e da vegetação, reduz a velocidade de propagação do fogo e cria territórios mais resilientes.

Na Terracrua Design, começamos sempre pela mesma pergunta: como pode este território funcionar melhor? A resposta passa pela leitura da bacia hidrográf**a, pela gestão da água, pelo desenho dos acessos, pelo zoneamento funcional e pela recuperação dos processos naturais. Só depois faz sentido decidir onde plantar, construir ou produzir. Esta metodologia estrutura todo o nosso trabalho de planeamento regenerativo. IPR_Apresentacao_Institucional_2025.docx

Cada intervenção bem planeada cria um território mais produtivo, mais biodiverso e mais preparado para enfrentar secas, ondas de calor e incêndios.

O futuro não depende apenas de combater o fogo. Depende de desenhar paisagens onde os grandes incêndios tenham cada vez menos condições para acontecer.

🌍 www.terracruadesign.pt

“Há poucos temas que revelem tão bem a confusão que domina o debate ambiental actual como a questão das vacas.Durante an...
27/07/2026

“Há poucos temas que revelem tão bem a confusão que domina o debate ambiental actual como a questão das vacas.

Durante anos ouvimos que o carbono e o metano emitidos pelos ruminantes são uma ameaça ao clima. O argumento espalhou-se por meios de comunicação, campanhas institucionais, universidades e políticas públicas. Em alguns casos chegou-se ao ponto de reduzir ou desencorajar o consumo de carne em cantinas e espaços públicos, como se essa decisão representasse um contributo signif**ativo para salvar o planeta.

Mas quem trabalha diariamente na paisagem dificilmente consegue deixar de fazer uma pergunta simples:

Será mesmo a culpa das vacas?

Ou estaremos perante mais um exemplo de um problema complexo reduzido a um slogan conveniente?

A questão não é menor, porque quando o debate público se concentra no “pum das vacas”, deixamos de falar de quase tudo o resto. (…)”

Continua em: https://observador.pt/opiniao/alteracoes-climaticas-sera-a-culpa-das-vacas/

“Numa altura em que Portugal enfrenta episódios cada vez mais frequentes de calor extremo, uma pequena aldeia da Serra d...
23/07/2026

“Numa altura em que Portugal enfrenta episódios cada vez mais frequentes de calor extremo, uma pequena aldeia da Serra do Caldeirão surge como exemplo de solução simples e ef**az para mitigar os impactos das altas temperaturas.

No Ameixial, no interior do concelho de Loulé, a adaptação climática começou a ganhar forma ainda antes do tema ganhar destaque mediático. Em 2016 foi inaugurado o Espelho de Água da Fonte da Seiceira, uma intervenção pública com um investimento de cerca de 50 mil euros que, atualmente, funciona como um verdadeiro refúgio climático para a população local e visitantes.

Num território marcado por verões quentes, a combinação de água, sombra, vegetação e espaço público de qualidade permitiu criar uma zona naturalmente mais fresca, atraindo diariamente dezenas de pessoas em busca de alívio ao calor.

A origem deste projeto remonta a 2014, quando foi realizado um processo participativo de diagnóstico territorial no Ameixial, no âmbito de uma formação em planeamento regenerativo promovida pela Terracrua Design. A valorização da Fonte da Seiceira, conhecida há gerações pela qualidade da sua água, foi identif**ada como uma prioridade pela comunidade local. (…)”

Continua em: https://radiocastrense.pt/algarve-ameixial-da-exemplo-de-adaptacao-climatica-com-investimento-inferior-a-50-mil-euros/

Endereço

Santa Clara A Nova
Santa Clara-A-Nova
7700-240

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