14/10/2026
Real Companhia Hortícolo-Agrícola Portuense, nas Virtudes, com o hospital de Santo António ao fundo, c.1890.
Em 1849, nos socalcos do vale do rio Frio, onde esteve instalada uma bateria durante a Guerra Civil de 1832-1834, José Marques Loureiro (1830-1898) abriu o horto das Virtudes que, a partir de 1890, passou a Real Companhia Hortícola-Agrícola Portuense.
José Marques Loureiro foi uma das maiores referências da horticultura e floricultura em Portugal. Para o homenagear, em 1904 foi descerrada uma estátua – "Flora" – no Jardim da Cordoaria, da autoria do escultor António Teixeira Lopes.
Na setecentista Casa das Virtudes, então habitação de José Marques Loureiro, está hoje instalada a Cooperativa Árvore. Por seu lado, o antigo horto converteu-se no Parque Municipal das Virtudes, onde habita a maior "ginkgo biloba" de Portugal, uma árvore bicentenária, classificada de interesse público.
Em 1990, Mário Cláudio escreveu o romance "A Quinta das Virtudes" que conta a história romanceada de várias gerações de ocupantes deste lugar.
📷 Foto Guedes | CMP, Arquivo Histórico Municipal
✂️ Tratamento da imagem: Porto Desaparecido
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