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.CASA DA TRAVESSA DAS MÓNICAS, Lisboa  .  OBRA em curso 2026-Sabíamos que este lugar tinha sido propriedade da Voz do Op...
11/10/2026

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CASA DA TRAVESSA DAS MÓNICAS, Lisboa . OBRA em curso 2026-
Sabíamos que este lugar tinha sido propriedade da Voz do Operário, onde terá funcionado a sua tipografia, entre finais do século XIX e o início do século XX. Mais tarde, já com outro proprietário e depois de um incêndio que destruiu o edifício então existente, o espaço foi reformulado e transformado numa fábrica de preparação de peles e, em meados do século XX, numa oficina de calçado.
Durante o processo de licenciamento, algumas sondagens arqueológicas revelaram vestígios de um terraço exterior em tijoleira e uma cisterna quadrangular, com cerca de 3,5 metros de lado, anteriores à tipografia.
Finalmente, depois de um longo processo, a obra arranca… e ainda em fase de escavação arqueológica, começam já a revelar-se as várias camadas, ou ‘casas’, que se foram sobrepondo ao longo de pouco mais de um século.
Os vestígios agora expostos revelam, a sobreposição de pelo menos quatro momentos da transformação deste lugar.
A cisterna, desde o início incorporada no projecto, constitui a unidade de espaço que condensa a memória deste lugar — e a partir da qual a nova casa se reedifica, continuando o longo processo de reconstrução da cidade…

08/10/2026

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FORTALEZA DE JUROMENHA
…reportagem SIC sobre o lugar fortificado de Juromenha…

21/09/2026

A próxima exposição temporária está a chegar ao Museu da Luz,
(tudo uma) PEDRA DE TEMPO, de Patrícia Magalhães.

02 OUT de 2026 - 10 JAN de 2027

(tudo uma) PEDRA DE TEMPO. Um trava-línguas serve de entrada a esta exposição, que propõe um percurso sobre a pedra como matéria enquanto veículo do tempo — da origem em bruto ao devir de um projecto, da intenção da construção à memória e ao apagamento. A pedra não apenas como vestígio do habitar mas como o que o precede e o que lhe sobrevive.

26/08/2026

Em dia de aniversário de Fernando Távora: nas voltas do tempo

«Távora chez Cavacas» – recostado num sofá que o braço deixa adivinhar, óculos na ponta do nariz, rugas marcadas na testa de um rosto de expressão algo enigmática, cabelo em desalinho. Na casa do casal de arquitetos Cecília e Rogério Cavaca, um desenho de Álvaro Siza a caneta de tinta sobre folha de papel, registo de um momento de descontraída convivialidade entre amigos. Um dos muitos que Siza foi fazendo ao longo dos anos e nas mais variadas circunstâncias de uma cultivada proximidade. Neste, um pormenor importante o distingue: a nota manuscrita de Távora, no seu verso – «Depois de jantarmos no Graam’s [sic] recolhemos a casa dos Cavacas. Siza, casal Cavaca, casal Távora. E o retrato surgiu como muitas vezes surgira. Mais um. Mas não de 1999 mas a 1991. Como estaremos em 99? F.T., 16.11.1991».

Reflexo do gesto compulsivo que se fecha na datação do desenho, Siza, como que denunciando uma indecisão última, aponta para um 9 em lugar do 1. Dir-se-ia que é na ambiguidade sugerida que Távora encontra a motivação para questionar o insondável devir do tempo, mostrando como apesar de tão comprometido com o seu presente, nessa irreprimível ânsia de o compreender e de sobre ele agir, não resiste a interrogar-se sobre o sentido existencial da(s) sua(s) vida(s). Um olhar de inquietação, de poética nostalgia, de sedutora curiosidade sobre o futuro?... Certo é que o desenho acabou por ser um dos escolhidos para constar da sua grande exposição retrospectiva, em 1993, no CCB: 𝘗𝘦𝘳𝘤𝘶𝘳𝘴𝘰, uma exposição nascida da permanência no tempo, da consistência do seu caminho. Inseriu-o no núcleo «III – A Figura», acompanhado de uma legenda que o datava de…1992. De novo apanhado nas voltas do tempo!

À expectativa do jogo lançado por Távora, em novembro de 1991, respondeu a passagem dos anos. Em 1993, proferirá ainda a sua Última Aula, na Universidade do Porto, mas continuará a ensinar, a projetar, a escrever, a expor, bem para além dessa data, cruzando mesmo o milénio. De igual forma, o casal Cavaca e Álvaro Siza mantiveram-se próximos e cúmplices.

Na idiossincrasia das três datas que o acompanham, o desenho continua aberto a novos olhares, a outras interrogações. Encontra-se agora na Fundação Marques da Silva.

Fernando Távora nasceu no Porto, a 25 de agosto de 1923.

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05/08/2026

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“A terra pede-me corpo”, 2026
O vídeo integra a exposição “Terra Crua”, Garagem Sul do CCB
Curadoria: Madalena Vidigal
Concepção e realização: Alexandre Delmar e Maria Ruivo
Voz: Alexandre Bastos e Henrique Schreck

“Um vídeo que explora a relação entre corpo, território e arquitetura, aproximando-se da terra como matéria, memória e agente de transformação.”
https://arecoletora.com/a-terra-pede-me-corpo/
[…fragmento de vídeo (Fortaleza de Juromenha…(minutos 14’20’-16’00’’)]

.JUROMENHA
03/06/2026

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JUROMENHA

.FORTALEZA DE JUROMENHAA reconstrução em taipa, da muralha islâmica/medieval, utiliza a terra do próprio lugar — proveni...
21/05/2026

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FORTALEZA DE JUROMENHA
A reconstrução em taipa, da muralha islâmica/medieval, utiliza a terra do próprio lugar — proveniente de derrubes, erosão e escavações arqueológicas — reintegrando-a na estrutura. Preserva-se a memória material do lugar: textura, densidade e cor, numa continuidade entre ruína e reconstrução.

20/05/2026
.FORTALEZA DE JUROMENHAPRÉMIO NACIONAL DE REABILITAÇÃO URBANA 2026categoria RestauroÉ com enorme satisfação que comunica...
19/05/2026

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FORTALEZA DE JUROMENHA
PRÉMIO NACIONAL DE REABILITAÇÃO URBANA 2026
categoria Restauro
É com enorme satisfação que comunicamos que o nosso projeto para a Fortaleza de Juromenha foi distinguido com o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria de Restauro.
…gostaria de agradecer à extraordinária equipa com quem tenho trabalhado ao longo de vários anos e, em particular, neste projecto e nesta obra - ao José Aguiar, pelo seu olhar universal sobre o património; aos engenheiros António Sousa Gago e João Nunes Ferreira, pelo intenso e construtivo diálogo entre engenharia e arquitectura; aos meus preciosos colaboradores, pela dedicação permanente ao projecto; à arqueóloga Ana Carvalho Dias, pelo olhar atento e rigoroso; à arquitecta Maria Fernandes, pelos seus conselhos sobre a construção em taipa; ao João Pernão, pelos contributos sobre iluminação e cor; ao Pedro Telhado, da Light2Light, com quem temos vindo a desenvolver novos sistemas de iluminação; à incansável equipa de levantamento 3D, Luís Mateus e Victor Ferreira, da FAUL, pela extraordinária precisão documental; e à Photodocumenta pelo olhar fotográfico...
…gostaria também de agradecer ao presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, pelo foco e dedicação na preservação do património, bem como às equipas de construção e arqueologia da HCI e da ERA e fiscalização da Riportico, pelo rigor, cuidado e compromisso com que acompanharam e realizaram esta obra.
O processo de erosão e degradação em que encontrámos a Fortaleza de Juromenha traduzia-se também numa erosão cultural e social, numa perda de significado, cujo impacto ultrapassava os limites da própria fortaleza. O nosso trabalho procurou restabelecer significado a este lugar fortificado, devolvendo-lhe legibilidade, presença e a possibilidade de voltar a ser compreendido e vivido.
A reabilitação do património permite-nos reconciliar-nos com a história. Regenerar estes lugares fortificados é também reafirmar a sua permanência no presente e a sua capacidade de continuar a produzir memória, identidade e futuro.
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