Fundado em 1955, o Instituto Açoriano de Cultura (IAC) é uma associação cultural de utilidade pública e sem fins lucrativos. Que, logo nos primórdios, traçou objetivos que ainda hoje mantêm a sua atualidade e pertinência: congregar os agentes culturais dispersos nos Açores e levá-los a pensar e a cultivar espírito crítico; criar nos Açores a consciência de unidade regional; refletir sobre o progr
esso social e económico dos Açores e projetá-los, tendo em vista o desenvolvimento do arquipélago como um todo. Para tal levou a cabo, na década de 1960, um conjunto de Semanas de Estudos que procurou refletir sobre isso mesmo. A ação posterior e presente do Instituto tem-se pautado por essa visão arquipelágica, que se foi traduzindo, a nível editorial, com a publicação da prestigiada revista “Atlântida” e de um vasto conjunto de obras de referência da cultura regional e nacional, abrangendo áreas do pensamento, das ciências, das artes e da literatura; bem como pela realização de palestras, seminários e colóquios, ora relacionados com a memória e o património, ora com a criação e a problematização do presente; complementados por uma vasta atividade expositiva, quer trazendo aos Açores nomes maiores da arte contemporânea, quer divulgando o trabalho e a criatividade de diferentes artistas açorianos; ou ainda com a produção e realização de diferentes espetáculos, num permanente diálogo entre expressões e criações diversas, com o estabelecimento de múltiplas parcerias com instituições culturais e científicas regionais e nacionais. Assim, deve-se ao IAC:
• a publicação ininterrupta da revista “Atlântida”, com um acervo documental e visual ímpar;
• a reiterada promoção do livro e de uma plêiade de autores regionais;
• a publicação e divulgação de um vasto conjunto de obras do património literário dos Açores;
• a publicação de dois tomos da primeira “História dos Açores”;
• a inventariação e divulgação do património imóvel do arquipélago, abrangendo uma extensa lista de edifícios e construções das nove ilhas e dos dezanove concelhos da Região;
• o destaque dado à arquitetura popular e erudita;
• a divulgação e promoção de um leque variado de artistas plásticos de diferentes gerações;
• a realização de espetáculos de diferentes géneros. Uma ação sempre pautada pela inclusão, pela democraticidade e pela contemporaneidade, tendo em vista a preservação e a difusão do património tangível e intangível de um arquipélago com mais de cinco séculos de história que tem sido um contínuo entrecruzar de olhares e de culturas.