04/04/2014
O FIM DAS LÂMPADAS INCANDESCENTES
Está chegando a hora de mudar tudo no quesito iluminação. A transição não será fácil: cerca de 80% dos das casas brasileiras ainda usam as tradicionais lâmpadas com filamento de tungstênio, conhecidas como incandescentes. Até 2016, porém, a familiar lâmpada amarela deixará de ser produzida, importada e vendida no país. A extinção acontece porque a tecnologia que sustenta o produto está obsoleta.
“A incandescente é menos eficiente. Tem menor durabilidade, gasta mais e ilumina menos do que os novos tipos”, explica Patrícia Passo, arquiteta especialista em iluminação. A lâmpada amarela é, também, foco de calor. “Há ambientes em que é preciso usar equipamentos para equilibrar o conforto térmico causado pela iluminação”, exemplifica Patrícia.
Transição - No lugar das amarelas, o consumidor terá que optar entre as fluorescentes, halógenas ou LED (abreviação da sigla Lighting Emitted Diodes).
Em quatro anos de transição – de 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – os fabricantes devem parar de produzir e distribuir as incandescentes, enquanto os comerciantes deixam de vender o produto. Mas os brasileiros ainda estão confusos com a troca.
Há quem faça estoque do produto antigo para adiar a transição. A explicação é simples: estamos familiarizados com a luminosidade da lâmpada tradicional.
Cor - “A principal análise do consumidor é a diferença com relação ao conforto térmico. As novas tecnologias não têm índice de reprodução de cor igual às amarelas”, comenta o light designer Bender Barbosa, da Novit, empresa especializada em projetos de iluminação.
“A lâmpada incandescente foi a primeira a ser criada, e as novas tecnologias, embora mais eficientes, ainda não se comparam com a luz que ela proporciona”, diz Patricia Passo. Mas a economia que as lâmpadas novas proporcionam torna a mudança indiscutível. “A incandescente tem vida útil de 800 horas, enquanto a fluorescente chega a seis mil horas e a LED a 25 mil”, observa.
Economia - Leandro Barros, especialista em iluminação das Lâmpadas Golden, traz dados que indicam a necessidade de mudança. “A simples troca pode reduzir em até 80% o consumo doméstico de energia relativo às lâmpadas. A incandescente usa apenas 10% da energia que consome para gerar luz, o resto é dissipado em forma de calor. Já a fluorescente compacta usa 25% da energia total consumida para gerar luz. Isto significa uma economia real de energia elétrica de 75% por lâmpada”, aponta. (gazeta do povo)