11/06/2026
“Solo Sagrado”
Quem aqui já jogou bola em um campinho de terra e saiu sem a metade do dedo?
Kkkk… Acreditem se quiser, mas eu já!
Essa memória da infância nunca saiu de mim. O campinho de terra, os tombos, a poeira e a paixão pelo futebol fizeram parte de uma fase em que os sonhos pareciam maiores do que qualquer dificuldade. Foi justamente dessa lembrança que nasceu a bola “Solo Sagrado”.
Ela foi criada para homenagear todos os craques que já passaram pela Seleção, os que fazem parte dela hoje e aqueles que ainda irão vestir a camisa amarela. Mais do que uma homenagem, ela celebra a origem de tantas histórias do futebol brasileiro: os campos de terra onde muitos deram seus primeiros chutes, muitas vezes sem sequer ter uma chuteira para jogar.
O tom marrom representa esse começo de trajetória, esse solo que acolheu sonhos, talento e perseverança. Nem todos chegaram ao topo, é verdade, mas muitos transformaram aqueles primeiros passos em histórias que nos enchem de orgulho. Afinal, conquistar cinco Copas do Mundo não é tarefa fácil.
E, para transformar essa ideia em algo concreto, escolhi fazer a bola em crochê, uma técnica que aprendi com minha mãe. A mesma que odiava quando jogávamos bola aos domingos e que, se a brincadeira acontecesse no quintal, nos fazia recolher toda a terra fofa depois, rsrs…
Por isso, o crochê também carrega um significado especial nesta homenagem. Sei que, por trás de cada jogador, existe uma mãe/pai/vó. Algumas incentivam desde os primeiros passos; outras insistem para que os filhos estudem. Mas, no fim das contas, todas estarão torcendo por eles, independentemente de se tornarem campeões mundiais ou não.
Obs.: “Sempre fui péssima no futebol, mas era uma diversão enorme tentar jogar com minha irmãs e vizinhos..”