Dias Lagoa Ambiental e Paisagismo

Dias Lagoa Ambiental e Paisagismo DIAS LAGOA AMBIENTAL E PAISAGISMO oferece soluções na área ambiental e paisagística

A DIAS LAGOA AMBIENTAL E PAISAGISMO tem como objetivo oferecer soluções na área ambiental e paisagística. Atua desde a etapa de planejamento, através de consultorias e processos ambientais, desenvolvendo projetos de paisagismo, requalif**ação urbana de áreas públicas, projetos de empreendimentos imobiliários, institucionais, comerciais e residenciais, até a implantação de jardins e conservação de

áreas verdes. O escritório foi fundado em 1994, pela Engenheira Agrônoma Helena Lagoa, atuando desde 2008 em parceria com a Arquiteta Cássia Dias, no desenvolvimento de mais de 100 projetos, dentre eles:
• Requalif**ação paisagística de Igarapés em Manaus/AM;
• Projeto de Paisagismo e Urbanismo do Parque Linear da Linha 2, do metrô-São Paulo/SP;
• Revitalização Paisagística Ambiental de Praças Públicas na cidade de São Paulo/SP;
• Participação no Projeto de Paisagismo do Complexo Viário Roberto Marinho-São Paulo/SP;
• Participação no Projeto de Paisagismo da Alça de acesso à Rodovia Anhanguera.
• Termo de Compromisso Ambiental do Hospital Heliópolis

08/06/2026

Berlim. Um dia comum em um parque qualquer.

Uma garotinha chorava sem conseguir parar. Sua boneca favorita havia desaparecido e, por mais que procurasse entre as árvores e os bancos, não encontrava nenhum sinal dela. Para uma criança, parecia o fim do mundo.

Então, um homem magro, de olhar sério e ao mesmo tempo gentil, se aproximou. Ele poderia simplesmente ignorá-la. Poderia dizer aquelas frases prontas que os adultos costumam repetir: “não fique triste, compramos outra”.

Mas aquele homem era Franz Kafka. E ele decidiu transformar a dor da menina em algo inesquecível.

— Não chore — disse ele com calma, fazendo a menina erguer os olhos —. Sua boneca não se perdeu… ela foi viajar.

A garota ficou confusa, mas uma pequena esperança brilhou em seu rosto.

— E como o senhor sabe disso?

Kafka sorriu de leve.

— Porque ela me deixou uma carta para entregar a você.

No dia seguinte, ele voltou ao mesmo banco do parque com uma folha escrita à mão, cuidadosamente dobrada. Era a primeira carta da boneca.

“Querida amiga, não chore por mim. Resolvi viajar para conhecer o mundo. Vou escrever contando todas as minhas aventuras.”

E assim nasceu um ritual mágico.

Todas as tardes, a menina voltava ao parque. E todas as tardes Kafka estava lá, esperando por ela com uma nova carta. A boneca narrava viagens por lugares distantes, falava de cidades iluminadas, mares imensos e montanhas que pareciam tocar o céu. Aos poucos, a tristeza da perda foi dando lugar ao encantamento.

As semanas passaram, e Kafka percebeu que a viagem precisava chegar ao fim.

Então, certo dia, apareceu carregando uma nova boneca nos braços.

— Sua boneca voltou da viagem — disse ele com delicadeza.

A menina pegou a boneca, observou atentamente e franziu a testa.

— Mas… ela não se parece com a minha boneca…

Kafka então entregou a última carta.

“Minhas viagens me mudaram. Agora sou diferente, mas continuo sendo eu. Espero que ainda possamos viver muitos momentos juntas.”

A menina sorriu e abraçou a boneca com força. Sem perceber, havia aprendido uma lição que muita gente leva a vida inteira para entender: as coisas mudam, as pessoas mudam, mas o amor verdadeiro não desaparece — ele apenas se transforma.

Algum tempo depois, Franz Kafka morreu.

Décadas se passaram. Aquela menina cresceu, tornou-se mulher e seguiu sua vida. Até que, um dia, enquanto mexia em antigas lembranças, encontrou algo escondido dentro da boneca.

Era uma pequena carta amarelada pelo tempo.

Com as mãos trêmulas, ela abriu o papel e leu a última mensagem que Kafka havia deixado para ela:

“Tudo aquilo que você ama talvez um dia se vá. Mas, no fim, o amor sempre retorna… de outra forma.”

Com lágrimas nos olhos, ela percebeu que aquelas palavras haviam sido verdadeiras durante toda a sua vida.

09/05/2026

*LANÇAMENTO DE LIVRO DO SIEGBERT ZANETTINI EM SÃO PAULO*

Da Redação
Smart Cities

Dia 07/05/2026, foi uma noite de celebração marcada pelo lançamento do livro do renomado arquiteto Siegbert Zanettini, realizado na Vila Olímpia, em São Paulo.

Reconhecido como um dos grandes nomes da arquitetura brasileira contemporânea, Zanettini se destaca por incorporar conceitos de sustentabilidade em seus projetos muito antes de o tema ganhar relevância mundial.

Sua obra é marcada pela inovação tecnológica, pela racionalização construtiva e pela integração entre arquitetura, meio ambiente e qualidade de vida.

Entre seus projetos mais emblemáticos estão o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Alvorada e o Hospital São Camilo, referências na arquitetura hospitalar paulista.

Também merece destaque o grandioso Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), considerado um dos mais importantes complexos de pesquisa da América Latina.

Ao longo de sua trajetória, Zanettini consolidou uma arquitetura visionária, unindo técnica, sustentabilidade e sensibilidade humana, tornando-se referência para gerações de arquitetos no Brasil e no exterior.

26/02/2025

Minerais na nutrição microbiana

A fertilidade não é a quantidade de sais minerais no solo, mas sim, a atividade microbiana do solo que torna os sais minerais disponíveis

Minerais na nutrição microbiana

Como nutrientes microrgânicos, são estritamente necessários potássio, magnésio, cálcio, ferro, cloro, molibdênio e silicatos. Sabemos que sem molibdênio as Azotobacter não podem fixar nitrogênio e o cobalto é o elemento que retarda a divisão celular.

O potássio existe em grandes quantidades na maioria das terras, tanto na forma orgânica como na de silicatos zeolíticos e não zeolíticos. É aplicado no solo em forma de sais hidrossolúveis como sulfato, cloreto, carbonato e fosfato como estrume, e em forma de outros compostos orgânicos. Os bacilos contém, geralmente, entre 4 a 25% de potássio na sua cinza, enquanto nos fungos aparecem entre 8,7% a 39,5%.

A atividade microbiana aumenta, consideravelmente, a disponibilidade deste nutriente na terra, o que prova, por exemplo, o “mulch system”. Potássio é responsável pelo inchamento do plasma, quer dizer, pela pressão intracelular e como catalisador, toma parte decisiva na sintetização de açúcar. Não pode ser substituído por outro elemento na dieta microbiana. O potássio é deslocado no solo pelo cálcio e magnésio e desloca o sódio. A concentração do potássio disponível é, portanto, controlada:

- Pela concentração total do elemento
- Pela forma em que se acha presente
- Pelo grau de saturação dos zeólitos (complexos troca-adsorção)
- Pelo pH
- Pela quantidade de humo existente
- Pela atividade dos microrganismos no solo
- Pela umidade do solo

A fertilidade não é empregada para a quantidade de sais minerais no solo, mas sim, pela atividade microbiana do solo que torna os sais minerais disponíveis:

Na (sódio) – É normalmente pouco usado pelos microrganismos, sendo somente necessário para as bactérias halófilas, fluorescentes, que existem em terras salina. Muitas bactérias, especialmente as que podem formar esporos, são “halotolerantes”, quer dizer, toleram sal. O sódio não pode ser substituído na vida das bactérias halófilas.

Mg (magnésio) – Perfaz somente 1% das cinzas de bactérias, porém é necessário, tanto para a formação de substâncias corantes que contém magnésio como para as que não o contém. É um fator importante na carboxilase. Em concentração maior, é bastante venenoso devido à mobilização dos coloides celulares, mas este efeito pode ser neutralizado pelo cálcio.

Ca (cálcio) – Parece não ser necessário como nutriente microbiano mas sim como antagonista de outros íons em excesso.

Cl (cloro) – É somente importante em sua ligação ao sódio, como NaCl.

Mn (manganês) – É também catalisador e pode substituir algumas qualidades do ferro no sistema das enzimas respiratórias.

Mo e B (molibdênio e boro) – São necessários para as bactérias simbiontes que fixam N.

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ARBORIZAÇÃO URBANA  - DESAFIOS E SOLUÇÕES
26/02/2025

ARBORIZAÇÃO URBANA - DESAFIOS E SOLUÇÕES

Um estudo recente destacou que as árvores têm o potencial de resfriar as cidades, mas apenas com investimentos adequados e manejo cuidadoso

Ricos registros de Ana Primavesi 💚
15/01/2025

Ricos registros de Ana Primavesi 💚

Plantas sanadoras

Uma vez, na região do rio São Francisco, Ana conheceu um trabalhador rural analfabeto, mas que a impressionara por sua incrível capacidade de observação. O agrônomo chefe estava mostrando o campo com a sua planilha em mãos e explicou que naquele local tinha sido cultivado tomate. O operário que lá trabalhava ouviu-o e disse com toda convicção: ”Não senhor, foi alface”. Irritado, o agrônomo perguntou como podia saber disso, se estava trabalhando apenas há uma semana e aquela parcela havia sido colhida há duas semanas. O homem respondeu: “Pela vegetação.” O agrônomo chamou o capataz e perguntou: “Aqui não tinha tomate?” O homem negou com a cabeça. “Não tinha não, a semente de tomate não chegou a tempo e então plantamos alface para não deixarmos o campo muito tempo sem cultivo.” E como o trabalhador sabia disso? Pelo mato que crescera ali.

“Cada cultura esgota o solo em um ou mais elementos e deixa sobrar outros, e o mato aparece para compensar. Por meio das culturas, a natureza procura otimizar e equilibrar a oferta de nutrientes para que o solo chegue a seu estado inicial. Por isso, cada cultivo provoca sua população de ‘mato’ tentando sanar os estragos que foram feitos. Se os estragos são grandes e o campo já não produz bem, ele vai ser tomado pela vegetação nativa, que se chamamos inço ou erva invasora. Em oito ou dez anos a natureza vai recuperar esse solo, deixando-o novo outra vez. Por isso, as plantas nativas são plantas indicadoras e, ao mesmo tempo, sanadoras”, Ana explica.

”Plantas não têm pistolas automáticas ou metralhadoras, mas se empenham numa guerra química violenta. Produzem substâncias com as quais se defendem, preservando seu espaço e sua integridade, e se hostilizam também. Mas sempre para garantir um espaço de sobrevivência. Excretam substâncias voláteis pelas folhas, que agem num raio de até 50 metros; ou eliminam substâncias pelas raízes para defender seu espaço no solo.

Essas substâncias normalmente são consideradas “aromáticas” como vanilina, terebintina, teeina, coffeina, etc. Mas na verdade, fazem parte do arsenal de gases tóxicos para essa guerra química sem tréguas na qual plantas e árvores se defendem."

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/g20/noticia/2024/11/20/g20-agrofloresta-usada-para-decorar-mesa-de-discussoes-de-...
24/11/2024

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/g20/noticia/2024/11/20/g20-agrofloresta-usada-para-decorar-mesa-de-discussoes-de-chefes-de-estado-mulheres-morro-da-providencia.ghtml?UTM_SOURCE=whatsapp&UTM_MEDIUM=share-bar-app&UTM_CAMPAIGN=materias

G20: agrofloresta usada para decorar mesa de discussões de chefes de Estado foi criada por mulheres do Morro da Providência No centro da mesa em que aconteceram as reuniões dos chefes das principais economias do mundo durante o G20, no Rio de Janeiro, uma agrofloresta foi montada para o paisagism...

20/08/2024

O envelhecimento do solo

Como todos os sistemas biológicos, o solo sofre alterações permanentes, f**ando, porém, em consequência disso, relativamente estável. Esta condição paradoxa é um “equilíbrio dinâmico”. O equilíbrio se mantém por meio de modif**ações numa dada direção, compensado por variações atuando em direção oposta. Frequentemente, os diversos processos – influenciando um ao outro – são de ação cíclica, de modo que, apesar de transformações profundas, as alterações finais, resultantes em conjunto, são insignif**antes. Assim, realmente, as quantidades das distintas frações permanecem constantes, por muito tempo, a não serque o homem intervenha de maneira radical.

Numa floresta de zona fria caem, anualmente, 12 toneladas de folhas por hectare, e numa floresta tropical, 69 toneladas por hectare. No ano seguinte, cai a mesma quantidade – a manta que cobre a superfície do solo permanece a mesma. Aqui, o ciclo planta-solo-microrganismos é perfeito.” (Burges, 1958).

Mesmo assim, existe uma leve e constante lixiviação destes solos pela água. Esta migração de sais metálicos e não metálicos para o subsolo e sua parcial lixiviação para os rios chamamos de envelhecimento do solo.

Este envelhecimento gradativo, que é muito lento numa floresta virgem e muito rápido num campo de cultura, acarreta, naturalmente, a gradativa substituição das espécies de plantas ali existentes por outras mais adaptadas. Uma árvore, exigente em magnésio, não consegue mais defender o seu lugar na associação vegetal quando este elemento for deficiente; f**a pesteada e morre, cedendo lugar a uma árvore modesta na modif**ação do solo, adaptando prontamente a sua associação vegetal e microbiana às novas condições de vida. É, também, esta a razão porque, mesmo em mata virgem, podemos encontrar pestes e plantas doentes em escala pontual.

Em nossas terras de cultura, o ambiente é, na minoria dos casos, propício à cultura agrícola. Certamente o lavrador tem de criar ou construir primeiramente este ambiente antes de plantar. Especialmente em solos chamados marginais, com deficiências múltiplas de nutrientes, quando se sabe que a atividade agrícola sempre foi iniciada nas terras férteis da região.

Temos de estar cientes de que a agricultura é um processo ou sistema artificial, não podendo, portanto, contar, unicamente, com os simples recursos naturais, tendo-se de criar, conscientemente, um meio adequado para as culturas. Já a aração do próprio solo é a primeira medida que perturba toda a vida do mesmo, revolucionando a sua biocenose. Em lugar da rica microfauna, de actinomicetos e fungos, entra agora, especialmente, uma flora bacteriana aeróbia. Diminui, radicalmente, a micro e mesofauna, tais como minhocas, nematoides, colêmbolos, etc. A microflora, agora incentivada pela aração e pelo arejamento, gasta, luxuriosamente, as reservas de matéria orgânica do solo. A vida se torna muito mais intensiva. É justamente o que o lavrador queria, porque somente uma vida intensiva do solo garante-lhe altas colheitas em curto prazo ( e por poucos anos, dependendo da fertilidade natural do solo). Porém, ele tem de considerar as mudanças totais no solo, provocadas por ele mesmo, tais como a produção acelerada, a microvida “doméstica” inteiramente dependente do seu trato e o solo desnudado e desprotegido contra a insolação, a ação das chuvas e do vento.

Como uma vaca de alta criação não dá bons resultados pastando só em pastos naturais, submetida às mudanças alimentares, de grande fartura no verão e de escassez no inverno, assim também acontece a um solo arado, com sua micro população de “criação”, porque esta somente apareceu graças aos tratos culturais, não prosperando sem cuidados especiais.

Pode-se tirar uma planta do solo para melhor estudo, mas a planta fora do solo não revela nada sobre as possibilidades de vida que encontra nele. Portanto, não é possível julgá-la fora do solo. As bactérias, fungos e microanimais que se criam na sua rizosfera (associados a ela), a sua capacidade de vencer a resistência do solo, a sua pressão osmótica celular e, portanto, a sua capacidade de sucção, a influência sobre a estrutura do solo e, portanto, sobre o seu próprio espaço vital somente podem ser julgados quando considerarmos o vegetal dentro da biocenose solo-planta-microrganismos.

Com a cultura monófita – planta-se muitas vezes, somente milho, ou somente trigo, ou só algodão, etc. – provoca-se uma alteração enorme no solo. Toda a microvida adapta-se, necessariamente a este regime, beneficiando-se, automaticamente, todos os microsseres capazes de utilizarem as excreções radiculares da cultura. A concorrência mútua entre as plantas da própria cultura torna-as mais fracas, privando-as da defesa natural de que gozam as plantas em policultura. O enraizamento do solo é muito mais fraco e portanto reduz-se a microflora a bactérias autótrafas, que vivem de oxidações de metais ou tróf**as, que usam os ácidos segregados pelas raízes. A grande maioria da microflora saprófita, vivendo de matéria orgânica morta, desaparece. A microfauna saprófita, especialmente as minhocas e nematoides desaparecem e criam-se microsseres que vivem de bactérias como os protozoários, ou de células vegetais vivas, seminecróticas ou, de qualquer maneira, debilitada por prévias deficiências minerais, como os parasitas – fungos, nematoides, algumas bactérias, porque já não encontram células vegetais mortas no solo.

Como esta microvida não está capacitada a manter a estrutura fofa do solo, esta decai, adensa. O ambiente, apesar das arações, gradeações e cultivações, é preferencialmente anaeróbio, porque a simples pulverização do solo duro e entorroado não resiste ao impacto das gotas de chuva, dispersando as partículas sólidas, que se reassentam aleatoriamente dentro de poucas semanas. Aqui proliferam especialmente fungos, que, vivendo na superfície, podem se nutrir das camadas duras e anaeróbias, aonde mandam suas hifas. Entretanto, a vida dos fungos depende também de vestígios de matéria orgânica. Se fungos saprófitas não se encontram possibilitados a sobreviver no solo, os mesmos surgem como fungos parasitas em células vegetais, enfraquecidas em consequência de alguma deficiência mineral.

Devemos lembrar que: cada ser vivo, seja ele um microrganismo ou uma planta, aparece somente no momento em que as condições de vida lhe são favoráveis, podendo defender-se, ef**azmente, contra a concorrência dos outros. A ambientação dos microrganismos ocorre muito mais rapidamente do que a dos vegetais, porque o seu ciclo vital é infinitamente mais curto.

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In: A Biocenose do Solo e Deficiências Minerais em Culturas.

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