28/08/2026
Desde muito pequena, enfrentei dificuldades para ouvir. No entanto, meu diagnóstico só foi confirmado quando eu tinha 11 anos. Naquela época, a tecnologia não era tão avançada como é hoje. No meu caso, a perda auditiva foi progressiva e, com o passar do tempo, passou a dificultar cada vez mais a minha rotina.
A primeira vez que ouvi falar sobre o implante coclear, achei que ele seria a solução para todos os meus problemas. Com a ingenuidade dos meus 13 anos, acreditava que, ao recebê-lo, estaria "curada". No entanto, naquele momento eu ainda não era candidata, pois o benefício que obtinha com o aparelho auditivo ainda era suficiente. Com o passar dos anos, minha audição continuou piorando e passei a utilizar aparelhos auditivos em ambos os ouvidos devido a uma perda auditiva mista.
Concluí minha graduação e minha pós-graduação aproveitando ao máximo minha audição residual com o uso dos aparelhos auditivos. Muitas pessoas acreditam que, ao usar uma prótese auditiva, será possível compreender 100% das informações. Mas a realidade é que, embora sejam uma grande ajuda, elas não proporcionam uma audição completa.
O caminho da aceitação é longo e exige muita paciência. Eu não sabia por quanto tempo conseguiria continuar desempenhando minhas atividades com uma audição tão comprometida. Com o apoio de especialistas, terapeutas e da minha família, consegui melhorar significativamente minha qualidade de vida auditiva.
Ainda hoje continuo descobrindo sons que jamais imaginei ouvir. A cada nova experiência, ganho mais confiança. Como mãe, sinto uma felicidade imensa por poder perceber toda a riqueza de sons na voz da minha filha.
Até hoje, considero que ter feito o implante coclear foi uma das melhores decisões da minha vida.
– Liz Escutia
Nota: A situação de cada pessoa é única e, por isso, a experiência pode ser diferente. Consulte um profissional de saúde para saber se o implante coclear é a opção mais adequada para o seu caso. 💙