Thais Borges Arquitetura

Thais Borges Arquitetura Arquitetura e Urbanismo

Projetos e direção de obras
Residencial e Comercial
Assessoria técnica

Arquitetura que prioriza a excelência, sempre buscando a sensibilidade necessária para traduzir sonhos em obras reais, capazes de permanecerem belas e úteis com o passar do tempo, com uso de materiais e técnicas inovadoras.

A arquitetura de Francis Kéré parece materializar aquilo que ele próprio representa: gentileza, força, pertencimento e...
15/08/2026

A arquitetura de Francis Kéré parece materializar aquilo que ele próprio representa: gentileza, força, pertencimento e compromisso com as pessoas. Uma arquitetura que não se impõe ao território, mas nasce dele, de seus recursos, de seus saberes e, sobretudo, de sua gente.

Kéré é uma voz fundamental para esta geração porque nos lembra que arquitetura e urbanismo podem, de fato, transformar realidades e paisagens, sem perder de vista quem as habita.

Um encontro raro. Daqueles que renovam o sentido da profissão.

Entre palestras, oficinas, debates e tantas conversas, participar do CBA foi uma oportunidade de vivenciar dias de troca...
15/08/2026

Entre palestras, oficinas, debates e tantas conversas, participar do CBA foi uma oportunidade de vivenciar dias de trocas de saberes, experiências e diferentes formas de pensar a arquitetura e o urbanismo.

Volto com novas referências, inquietações e a certeza de que nossa profissão se fortalece quando cria espaços para escuta, diversidade e construção coletiva.

Que venham os próximos encontros.

Como representante do CAU/SP na Comissão Nacional de Diversidade do CAU/BR, a participação neste encontro, realizado em ...
15/08/2026

Como representante do CAU/SP na Comissão Nacional de Diversidade do CAU/BR, a participação neste encontro, realizado em 12 de agosto, no CBA, reforça a relevância de avançarmos na construção de políticas afirmativas consistentes, permanentes e efetivamente incorporadas ao Sistema CAU.

Ampliar vozes, enfrentar desigualdades e assegurar participação são dimensões fundamentais para a consolidação de uma arquitetura e de um urbanismo mais democráticos.
A diversidade deve ser compreendida como um compromisso institucional.

Arquitetura também se faz nos espaços onde as cidades são pensadas, debatidas e decididas.Na 3ª Conferência Estadual de ...
09/08/2026

Arquitetura também se faz nos espaços onde as cidades são pensadas, debatidas e decididas.

Na 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas do CAU/SP, participei da mesa sobre Agenda Legislativa para Arquitetura e Urbanismo, falando sobre a representação do CAU/SP no Conselho Estadual das Cidades.

Um espaço importante para reafirmar o papel dos arquitetos e urbanistas na formulação de políticas públicas e na construção de cidades mais justas, acessíveis, diversas e democráticas.

Participar das decisões sobre a cidade também é fazer Arquitetura e Urbanismo.

Eu não ando só
09/08/2026

Eu não ando só

Quem definiu o que signif**a morar adequadamente?Quando falamos em habitação, costumamos olhar para paredes, telhados, i...
30/07/2026

Quem definiu o que signif**a morar adequadamente?

Quando falamos em habitação, costumamos olhar para paredes, telhados, infraestrutura e número de cômodos. Mas a casa é muito mais do que sua materialidade. Ela é lugar de cuidado, memória, trabalho, religiosidade, convivência e reprodução da vida.

O problema surge quando um único modelo de morar passa a ser tratado como universal. Nesse processo, diferentes formas de habitar podem ser reduzidas à ideia de inadequação, não porque lhes falte dignidade, mas porque escapam aos padrões que historicamente definiram o que é uma “boa moradia”.

Reconhecer a pluralidade dos modos de habitar não é romantizar a pobreza. É compreender que combater a precariedade e reconhecer a diversidade são compromissos inseparáveis para a construção da justiça habitacional.

Talvez a pergunta não seja apenas quantas moradias faltam, mas também quais formas de habitar conseguimos reconhecer quando pensamos o direito à moradia.

III Encontro Nacional de Políticas Afirmativas CAU/BRÉ uma alegria fazer parte de um grupo com tanto comprometimento e c...
09/04/2026

III Encontro Nacional de Políticas Afirmativas CAU/BR

É uma alegria fazer parte de um grupo com tanto comprometimento e com pautas relevantes para o exercício profissional e para a sociedade.

Alguns registros sobre a gentileza da vida em me cercar de mulheres potentes!
30/03/2026

Alguns registros sobre a gentileza da vida em me cercar de mulheres potentes!

Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque não têm para onde ir.A moradia, nesse caso, deixa de ser apenas ...
11/03/2026

Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque não têm para onde ir.

A moradia, nesse caso, deixa de ser apenas um bem material e passa a ser uma infraestrutura de autonomia. Sem ela, a saída da violência torna-se socialmente e economicamente inviável.

Nesta perspectiva, cabe considerar:
1. A casa não é apenas abrigo físico. Ela é estrutura de poder. Ela organiza relações de poder dentro da família e também na cidade. Quando a propriedade ou o contrato de aluguel está em nome do agressor, a mulher f**a submetida a uma forma de violência patrimonial. O espaço doméstico, então, deixa de ser neutro e passa a ser parte do mecanismo de controle.

2. Políticas habitacionais são ainda excludentes.
No Brasil, programas habitacionais raramente são pensados a partir de recortes de gênero ou raça. Algumas políticas tiveram avanços importantes, como a priorização da titularidade feminina em alguns casos, mas ainda ignoram situações comuns - como mulheres que precisam sair rapidamente de casa para escapar de violência.

3. A produção racializada da cidade.
Quando olhamos quem mais sofre com insegurança habitacional, aparece um padrão estrutural: mulheres negras e periféricas. Isso não ocorre por acaso. O processo histórico de urbanização no Brasil foi profundamente marcado pelo legado da escravidão, pela segregação socioespacial e por políticas urbanas seletivas, tornando a propriedade da terra e o acesso à moradia elementos estruturantes das desigualdades urbanas.

Violência contra a mulher está conectada à estrutura urbana, que por sua vez está ligada a processos históricos de desigualdade racial e econômica.

A impossibilidade de acessar moradia segura limita o direito à cidade e perpetua ciclos de violência.

Algumas perguntas emergem desta reflexão:

Como políticas habitacionais podem proteger mulheres em situação de violência?

Como a titularidade da moradia impacta relações de poder dentro do domicílio?

De que forma raça, gênero e território se combinam na produção da vulnerabilidade urbana?

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