20/01/2016
Jardins I
Assim como a economia e a moda se universalizaram, os jardins também. O que há algum tempo atrás era praticamente impossível de redimensionar e adaptar, hoje é feito facilmente. Profissionais especializados aliaram sua criatividade às novas ferramentas tecnológicas, resultando em projetos inovadores, de grande impacto, fácil manutenção a um custo razoável.
Até o início do Séc. XX famílias europeias nobres contratavam botânicos, biólogos ou mesmo médicos como Jardineiros chefe com o propósito de que gerenciassem o trabalho dos demais jardineiros, estimulassem projetos comerciais ou de incremento às espécies exóticas e ornamentais. Era uma profissão valorizada e respeitada, e que comumente passava de pai para filho, por este motivo projetos vastos e de longo prazo se realizavam.
O mesmo acontecia nos monastérios, onde monges faziam experimentos com todos os tipos de plantas, buscando além da beleza, maior resistência e produtividade. O mais conhecido deles sem sombra de dúvidas, é o Monge austríaco, Gregor Jonhann Mendel, considerado o “pai da genética”.
No decorrer do tempo foram criados vários estilos de Jardim, projetados em diferentes linguagens, embora contando sempre com os mesmos elementos.
Alguns dos estilos mais apreciados:
Informal, assim é o jardim Italiano. Historicamente sabemos que a evolução das plantas exóticas e ornamentais foi incrementada sobremaneira por jardineiros italianos, em especial os florentinos. Flores, estátuas, fontes e vasos rústicos são seus elementos mais marcantes.
O jardim Oriental é geralmente representado por dois estilos: o jardim japonês e o jardim zen. O primeiro têm espaços mais reduzidos e apresenta maior complexidade. É rico em detalhes e simbologia. O jardim Zen é projetado com pouquíssimos elementos, onde pedras, pedriscos e areia simbolizam o mar e suas ondas. Ambos são projetados para transmitir paz e alimentar o espírito.
O jardim Francês é marcantemente simétrico. Com formas mais exatas, suas topiarias (arbustos esculpidos) e cercas vivas delimitam os canteiros. Vistos de cima, lembram cidades, com alamedas e praças,
O jardim Inglês caracteriza-se por plantas e caminhos que parecem pertencer ao lugar há anos, sendo precisamente projetado para causar esta impressão. Além do traçado livre este jardim tem como elementos principais a água e as flores silvestres.
No Brasil, foi a mente inovadora do paisagista e artista plástico Burle Marx, que criou uma nova linguagem. Nas suas excursões pelas matas brasileiras, pesquisou, coletou e acrescentou um vasto repertorio de novas plantas (bromélias, heliconias, filodendros...) ao universo paisagístico de então. Sugerindo paisagens que remontam aos Jardins do Éden, criou um estilo conhecido mundialmente como paisagismo tropical.
Se você gosta do assunto, aproveite seu tempo livre e pesquise a variedade de estilos existentes pelo mundo, da diversidade da flora e aprecie os jardins informais ao seu redor.
Fontes de Pesquisa:
http://casa.abril.com.br/casaclaudia/curso-decoracao/jardins-gilberto-elkis.shtm