Mateus Maia Arquitetura

Mateus Maia Arquitetura Canal de compartilhamento de projetos e trabalhos gerais de arquitetura.

Em 2023, tive a oportunidade de desenvolver um projeto para a Paróquia de São Gonçalo e há exatos dois meses recebi a no...
26/03/2026

Em 2023, tive a oportunidade de desenvolver um projeto para a Paróquia de São Gonçalo e há exatos dois meses recebi a notícia de que ele tinha saído do papel. ⛪

Trata-se de um projeto de volumetria simples e singela, mas com premissas muito ricas do ponto de vista arquitetônico. O desenho teve como condicionante a existência de um anexo improvisado no local, do qual aproveitamos o gabarito para definir a nova estrutura. Somado a isso, a execução foi feita pela própria comunidade.

O programa de necessidades era claro: o povoado precisava de um espaço para preparar e servir alimentos durante as festas da padroeira e nas reuniões locais. O resultado foi um edifício pensado prioritariamente para essa função, garantindo flexibilidade para usos múltiplos e abrigando banheiros integrados.

Apesar de não ter acompanhado o canteiro de obras de perto, é sempre uma imensa satisfação ver o desenho técnico ganhando materialidade e servindo à vida das pessoas. ✨

🔗 Conheça mais projetos no link da bio.

Reforma e projeto de interiores desenvolvidos para clientes muito especiais. 🏡O principal desafio deste projeto foi unif...
12/03/2026

Reforma e projeto de interiores desenvolvidos para clientes muito especiais. 🏡

O principal desafio deste projeto foi unif**ar uma edif**ação multifamiliar, respeitando a essência e a identidade da construção original.

O conceito central foi recuperar a unidade estilística e tipológica do projeto original da década de 1990, valorizando suas características e, ao mesmo tempo, adaptando os espaços às novas demandas e à realidade atual dos moradores.

Agradecimento especial à parceria e ao apoio da na realização deste projeto. 🤝

📌 Locomotiva a v***r (Baldwin Mallet) em paisagem imaginária do Vale do Paraopeba (Caneta fineliner em A4, 2024). Na mai...
05/03/2026

📌 Locomotiva a v***r (Baldwin Mallet) em paisagem imaginária do Vale do Paraopeba (Caneta fineliner em A4, 2024).

Na maioria das cidades brasileiras, o trem de passageiros foi extinto, deixando para trás suas estações. Mas olhe com atenção ao traçado de sua cidade para ver o legado deste processo:

Foi a ferrovia que construiu as primeiras pontes de um imenso arquipélago de regiões isoladas, como definiu Milton Santos. O trem e tudo o que ele carrega consigo, engenharia, ritmo de vida, cultura, não servia apenas para escoar carga, mas era aquilo que mobilizava a vida urbana. O parcelamento do solo, o comércio e a cultura nasciam e orbitavam suas instalações. Onde tinha uma ferrovia, tinha também uma banda, o futebol de domingo, o cinema da praça... enfim! O estalar constante de vida urbana.

A estação era o verdadeiro coração de muitas das cidades. Porém, a partir dos anos 1950, em meio a uma série de condições, o Brasil passou a priorizar o a malha rodoviária em detrimento da ferroviária. Paralelamente e gradativamente, vimos o interesse individual sobrepujar o do coletivo.

Apesar desse cenário, nos últimos anos o Governo Federal tem se movimentado. Desde a Política Nacional de Mobilidade Urbana (2012) e com a exigência legal de 2025 para que cidades em regiões metropolitanas com mais de 20 mil habitantes aprovem seus Planos de Mobilidade, há a tentativa sensível de reversão dessa situação.

Além disso, podemos observar que nos últimos 10 anos o transporte individual ficou muito mais caro, certo? O carro popular da década passada não existe mais e a tendência é que a frota envelheça e se torne ainda mais inacessível. E a pergunta que f**a é: caso as medidas do governo sejam aplicadas, será eminente pensarmos em outros modais que não o rodoviário?

Pense no trânsito e no caos que você enfrentou hoje: podemos vislumbrar realidades urbanas diferentes da que estamos vivendo?🚂🛤

📌 Centro histórico - São João del Rei/ MG (Caneta Fineliner em A4, 2023)Consegue perceber a diferença entre o belo e o c...
26/02/2026

📌 Centro histórico - São João del Rei/ MG (Caneta Fineliner em A4, 2023)

Consegue perceber a diferença entre o belo e o chique?

A arquitetura é o reflexo do nosso estado de espírito. Me peguei pensando que vivemos em um modo de sobrevivência tão contínuo e espontâneo — um constante estado de luta e fuga — que acabamos nos desconectando da nossa própria história e perdemos a capacidade de perceber a beleza nas coisas.

Nesse processo, acometidos por aquilo que Aristóteles — em Ética a Nicômaco — chamava de Apeirokalia (doença da abstenção das coisas belas), internalizou-se que buscar a beleza é futilidade ou bobagem. Ou mais: que ela é, simplesmente, relativa.
"-Basta ser produtivo e competitivo", disseram.

Doutrinados a confundir o belo com o chique, postula-se que, hoje, para a arquitetura ter valor -diz-se sobretudo, financeiro-, precisa ostentar um mármore aqui, um polido lá e afins. Eis que esquecemos do detalhe à escala humana, do cuidado. Sem titubear, trocamos soluções de imensa dignidade estética pela replicação sem reflexão.

Embora tenhamos aprendido a tratar beleza e ostentação como sinônimos, o luxo definitivamente não é o belo. Conclui-se , sem esforço que essa obsessão por status e pelo "chique" está, aos poucos, anestesiando nossa sensibilidade àquilo que de fato nos engrandece como seres humanos.

Você já tinha parado para pensar nisso?

Conta aqui nos comentários! 👇📐

📍 Centro histórico - Ouro Preto/ MG (Caneta Fineliner em A4, 2023)Você já parou para pensar que uma casa construída para...
20/02/2026

📍 Centro histórico - Ouro Preto/ MG (Caneta Fineliner em A4, 2023)

Você já parou para pensar que uma casa construída para o carro é fundamentalmente diferente de uma casa construída para a pessoa (que tem um carro)? 🚶‍♂️

"Atualizar" a arquitetura para nossos dias não se deve a aportes do século XX, por exemplo: a garagem, como se o carro fosse um mero acessório. É como se tratássemos do sintoma porque o problema transcende a aparência.

Para a Tipomorfologia, o Ambiente Construído não é estático, mas muda conforme a sociedade. Portanto, a dependência do automóvel, desde metade do século XX, gerou uma nova demanda social que alterou a nossas casas – e cidades- de dentro para fora. Em minha experiência profissional, por exemplo, jamais vi um cliente que, em condições, deixasse de construir uma garagem para, pelo menos, dois carros. Faz sentido o que estou falando?
O erro contemporâneo é tentar tratar apenas o sintoma (disfarçando a garagem na fachada) enquanto ignoramos a origem do problema: a transformação do próprio DNA espacial da habitação. O térreo, que antes dialogava com a calçada em uma escala de vizinhança, transforma-se em um muro cego. A segurança veta a fachada da rua e a casa passa a orbitar a máquina. Na prática, redesenhamos nosso mundo para acomodar a engrenagem.

Viver em um lugar de “cerca baixa” é uma utopia, a criação de um verdadeiro não-lugar. A consequência extrema disso é a fuga para os condomínios fechados, exigindo o carro para qualquer deslocamento. No fim das contas, a boa escala humana é o que nos ancora à realidade e nos faz querer pertencer aos lugares.

Você já sentiu na pele como é diferente caminhar em cidades mais antigas, desenhadas para pessoas, como a do desenho? Conta aqui nos comentários! 👇📐

Na casa Vivas, a leitura do lugar define a inserção do edifício em proveito do terreno. Com um lote em formato de "L" e ...
22/01/2026

Na casa Vivas, a leitura do lugar define a inserção do edifício em proveito do terreno. Com um lote em formato de "L" e topografia acentuada, a solução foi escaloná-lo em proveito do perfil natural.

O subsolo ancora a casa, enquanto o térreo se projeta sobre a paisagem. Assim, as janelas podem funcionar como molduras que enquadram a natureza e direcionam o olhar aos vales localizados nas fachadas frontal e posterior.

A casa abraça o pomar existente através de dois lances de escada que conectam a construção ao solo, garantindo que o jardim não seja apenas vista, mas também integrar a vivência e o pomar.

Sim, disse que o terreno plano oferece diversas vantagens, porém o declive bem aproveitado tem seu valor. Qual desses cenários você acredita que extrai o melhor do projeto? 📋📐

Endereço

Rua Sergipe, 18
Jeceaba, MG
35498000

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