15/06/2026
Parte do conceito arquitetônico da Casa da Montanha nasceu a partir da compreensão de um fenômeno silencioso que molda tanto a paisagem quanto a vida: a transformação.
O território se revela por meio de ciclos contínuos. A névoa encobre as montanhas, a umidade altera texturas e aromas, e a luz cria atmosferas diferentes ao longo do mesmo dia. Nada permanece igual.
Ao conhecer os moradores, encontramos uma conexão ainda mais profunda com essa ideia. Sua rotina está ligada aos processos de fermentação, produzindo pães, cervejas, vinhos e outros alimentos que dependem do tempo para se transformar.
A partir desse encontro, ela passou a orientar as decisões do projeto. Materiais que envelhecem, registrando a passagem do tempo e incorporando os processos naturais, passaram a compor a arquitetura.
Mais do que contemplar a paisagem, a Casa da Montanha busca participar dela, entendendo que a beleza não está na permanência, mas na capacidade contínua de se transformar.
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Part of the architectural concept of the Mountain House was born from an understanding of a silent phenomenon that shapes both the landscape and life: transformation.
The territory reveals itself through continuous cycles. Mist covers the mountains, humidity alters textures and aromas, and light creates different atmospheres throughout the same day. Nothing remains the same.
Upon meeting the residents, we found an even deeper connection to this idea. Their routine is linked to fermentation processes, producing bread, beer, wine, and other foods that depend on time to transform.
From this encounter, it began to guide the project’s decisions. Materials that age, recording the passage of time and incorporating natural processes, became part of the architecture.
More than contemplating the landscape, the Mountain House seeks to participate in it, understanding that beauty lies not in permanence, but in the continuous capacity for transformation.