02/07/2026
Há uma beleza rara no croqui.
Nele não existem revestimentos, mobiliário ou detalhes construtivos.
Existe apenas a ideia.
E uma boa ideia costuma revelar o projeto muito antes de ele existir.
Em um tempo marcado pelo excesso de imagens prontas e pela velocidade da inteligência artificial, seguimos reservando espaço para o desenho à mão.
Não por nostalgia.
Mas porque o lápis desacelera o pensamento, permite questionar, testar, voltar atrás.
Cada traço registra uma decisão.
A tecnologia aperfeiçoa o processo.
Mas a arquitetura, para nós, continua começando onde a mão encontra o papel.