GRUPO DE ESTUDOS DE CAPUÊRA ANGOLA DE CANANEIA, o coletivo nasce em meados de outubro de 2015 na cidade de Cananeia como vontade de um grupo de pessoas em realizar praticas de capuêra angola e se aproximar de tudo aquilo que essa rica manifestação cultural pode proporcionar em termos de fundamentos, aspectos históricos, sociais e espirituais. Conta hoje com cerca de 25 participantes, entre jovens
e adultos. CAPUÊRA
A capoeira, uma das mais importantes manifestações da cultura popular brasileira, reconhecida como Patrimônio da Cultura Brasileira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2008 e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014, revela outros pontos de vista e fatos da história do Brasil, não presentes nas versões oficiais, que foram e ainda são referências predominantes nas escolas. Desde o início de sua formação até os dias de hoje, a capoeira diferenciou-se em diferentes "estilos", cada um marcado por suas visões próprias, hábitos específicos e interações com a cultura local de cada região. Atualmente, essas diferentes leituras acerca da capoeira estão manifestas através da prática dos diferentes grupos e
declaradas em duas principais vertentes: a Capoeira Angola, que possui como referência Mestre Pastinha e a Capoeira Regional, que tem como seu principal personagem Mestre Bimba. A Capoeira Angola é o estilo de capoeira mais próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Caracterizada por ser mais lenta, porém rápida, movimentos furtivos executados tanto perto do solo, como em cima, ela enfatiza as tradições da capoeira, que em sua raiz está ligada aos rituais afro-brasileiros. Sua música é cadenciada, orgânica e ritualizada e o correto é estar sempre acompanhada por uma bateria completa de oito instrumentos, chamada de “Bateria de Angola”. Diferencia-se da luta regional baiana de Mestre Bimba por possuir maior ênfase em características como o jogo, a brincadeira e a busca pela ancestralidade, possuindo em regra movimentos mais lentos, rasteiros e lúdicos. Na "Roda de Angola" coexistem diferentes estéticas relativas aos seus diversos grupos e a individualidade de cada "angoleiro", onde o objetivo é a busca intensiva e recíproca pelo "asé", dentro dos fundamentos da arte. Atualmente, graças ao esforço de muitos Mestres e pessoas envolvidas com a capoeira existem algumas associações que representam exclusivamente a Capoeira Angola e buscam, principalmente, resgatar as suas antigas tradições, já que não só ela, mas a capoeira no geral, evoluiu e hoje em dia apresenta diferenças próprias da renovação das tradições. Além disso, tornou-se necessário a criação de políticas públicas para apoiar a continuidade de manifestações como a capoeira em todo território nacional e em espaços de construção do conhecimento, como é a Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2008, que institui a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino.