09/04/2026
Todo profissional preparado sabe que o AUTISMO é uma condição que não se diagnostica simplesmente pela soma dos critérios clínicos pré-estabelecidos; mas pelo seu impacto funcional consistente e pelos prejuízos reais, persistentes e clinicamente significativos, decorrentes diretamente das características autísticas sobre a vida da pessoa – em múltiplos contextos da vida.
Dessa forma, dois indivíduos podem marcar ✔️os mesmos critérios do DSM-5-TR, mas um não se qualificar como autista, por NÃO ter prejuízo clínico significativo – apesar de enfrentar desafios e ter dificuldades em alguns aspectos –, enquanto o outro se qualifica como autista, porque apresenta comprometimento funcional real na sua dinâmica cotidiana.
👉🏻 Prejuízo clínico NÃO é:
- ter traços autísticos isolados,
- pontuar alto em checklists ou escalas de rastreio,
- ser introvertido, literal, rígido ou sensorialmente sensível sem impacto funcional,
- funcionar “diferente da maioria”, mas com adaptação suficiente, sem comprometimento.
Fazendo um paralelo:
Não é “sou mais quieto”.
É o custo relacional cumulativo.
Não é “gosto de rotina”.
É não conseguir funcionar sem ela.
Não é “sou sensível” a barulhos.
É o corpo não conseguir sustentar o ambiente.
Não é "gosto de ficar sozinho".
É desgaste psíquico crônico para “se manter regulado”
Em uma síntese bem simplificada:
Traços autísticos não geram sofrimento clínico persistente.
Autismo pode gerar sofrimento intenso – mesmo com funcionamento preservado.
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Psi Sâmya Bessas ✨️
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📽 @ messinaoficial / Dr. Paulo Liberalesso, neuropediatra.