28/08/2026
PGR no papel não é prevenção.
Uma recente decisão envolvendo a Droga Raia traz uma reflexão importante para empresas que estão estruturando a gestão dos riscos psicossociais.
Mais do que a existência de documentos, a questão central é:
Os riscos identificados no papel estão realmente sendo gerenciados na organização?
A decisão chama atenção para a necessidade de medidas relacionadas à identificação, avaliação, acompanhamento e prevenção dos riscos psicossociais, além da adequação de instrumentos de gestão como PGR e PCMSO.
Isso reforça um princípio fundamental da gestão de SST:
ter um documento não significa, por si só, ter prevenção.
Um PGR precisa representar a realidade da organização e estar conectado às medidas de prevenção adotadas.
Na gestão dos riscos psicossociais, isso exige olhar para fatores relacionados ao trabalho, como:
• organização e ritmo de trabalho;
• relações socioprofissionais;
• formas de gestão;
• sobrecarga e exigências;
• situações de violência e assédio;
• autonomia e participação;
• condições reais para execução das atividades.
E existe uma diferença fundamental:
identificar um risco não significa diagnosticar o trabalhador.
O foco da gestão deve estar nos fatores relacionados ao trabalho e nas medidas que podem ser adotadas para eliminá-los, reduzi-los ou controlá-los.
A pergunta que toda organização deveria fazer é:
“Se alguém analisar nosso PGR e depois observar o trabalho real, encontrará a mesma realidade?”
Se a resposta for não, existe uma oportunidade importante de melhoria.
➡️ Episódio 3 | Série Riscos Psicossociais
No próximo episódio:
Risco psicossocial não é sinônimo de trabalhador estressado.
VIVANT | E³ Engenharia da Ergonomia
Pessoas em primeiro lugar. Resultados em segurança.