Emerson Cesarino - Celebrante

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Emerson Cesarino - Celebrante Formado em Filosofia e Jornalismo, há duas décadas desenvolvendo líderes e colaborando no desenvolvimento humano. Apaixonado por pessoas! ❤

Através da Filosofia, Programação Neuro-Linguística (PNL) e métodos de desenvolvimento aplicado, eu colaboro para que pessoas desenvolvam os seus talentos e se tornem pessoas melhores, muitos deles hoje grandes líderes. Todos nós necessitamos de um direcionamento, sempre. E num dado momento, podemos nos deparar com o real sentido para o qual existimos e, neste auto-conhecimento, a nossa MISSÃO!

Tá fácil.. só escreve: “ACHEI!” 😅
05/10/2026

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27/09/2026
13/09/2026
ADEUS A UM CAVALHEIROHoje, 28 de agosto de 2026, a Noruega perdeu uma de suas figuras mais reconhecíveis. O rei Harald V...
28/08/2026

ADEUS A UM CAVALHEIRO

Hoje, 28 de agosto de 2026, a Noruega perdeu uma de suas figuras mais reconhecíveis. O rei Harald V morreu aos 89 anos, no Hospital Universitário de Oslo, às 6h35 da manhã, encerrando um reinado iniciado em 1991 e uma vida pública que atravessou guerra, exílio, transformação social e mais de três décadas à frente da monarquia norueguesa.

Harald não foi simplesmente um rei. Foi um elo vivo entre duas Noruegas: aquela ainda marcada pela memória da guerra e do exílio e a Noruega moderna, próspera, multicultural e profundamente integrada à sociedade europeia.

Nascido em 1937, Harald passou parte da infância no exílio durante a ocupação nazista. Retornou à Noruega em 1945 e, décadas depois, tornou-se o primeiro monarca norueguês nascido em território nacional em quase seis séculos. Em 1991, sucedeu seu pai, Olav V, e recebeu como lema uma frase que definiria sua existência: “Tudo pela Noruega.”

Mas talvez nenhuma história revele melhor o homem por trás da coroa do que sua história de amor. Quando ainda era príncipe herdeiro, Harald apaixonou-se por Sonja Haraldsen, uma jovem norueguesa sem sangue real. Durante anos, seu pai, o rei Olav V, hesitou em aceitar o casamento. Harald, porém, permaneceu irredutível. Não queria outra noiva. A espera durou nove anos.

Em 1968, Harald finalmente se casou com Sonja — uma decisão que, retrospectivamente, simbolizaria aquilo que sua monarquia viria a ser: menos preocupada com a distância entre a realeza e o povo e mais interessada na legitimidade construída pelo serviço.

Harald compreendeu que a monarquia não poderia sobreviver como uma relíquia de uma sociedade homogênea que já não existia. Seus discursos tornaram-se conhecidos pela defesa da tolerância, da inclusão e da diversidade. Em uma das passagens mais marcantes de seu reinado, afirmou que os noruegueses eram pessoas que acreditavam “em Deus, em Alá, no universo e em nada”, e que todos faziam parte da mesma comunidade.

Foi uma concepção extraordinariamente moderna para um soberano europeu: a coroa não deveria representar uma origem, uma religião ou uma etnia, mas uma sociedade inteira.

Essa postura também se refletiu na própria família real. Harald acolheu Mette-Marit, uma mãe solteira com um filho de relacionamento anterior como futura esposa do herdeiro da Coroa — uma decisão que inicialmente provocou enorme controvérsia, mas que ele apoiou firmemente.

Harald possuía ainda uma característica quase incompatível com a imagem tradicional de um monarca: era genuinamente apaixonado por esportes. Foi velejador olímpico. Representou a Noruega nos Jogos de 1964, 1968 e 1972. Em 1987, conquistou o campeonato mundial com o Fram X; em 2005, tornou-se campeão europeu com o Fram XV. Continuou participando de regatas durante décadas e somente encerrou sua carreira competitiva em 2022.

Gostava também de pesca, caça, natureza e das montanhas norueguesas. Não por acaso, tornou-se um dos grandes defensores da preservação ambiental. Mas talvez nenhum episódio demonstre melhor essa paixão pela natureza do que sua viagem à Amazônia.

Em abril de 2013, aos 76 anos, Harald realizou um sonho que carregava desde os tempos em que se envolvera com a conservação ambiental. Foi à Amazônia brasileira e viveu durante quatro dias entre os Yanomami, na comunidade de Demini, em Roraima. Dormiu em uma rede, comeu a comida tradicional da comunidade, caminhou pela floresta e acompanhou caçadores. Foi recebido por Davi Kopenawa e pelos habitantes da aldeia.

Harald enfrentou doenças, cirurgias e um mar de problemas de saúde nos últimos anos. Ainda assim, recusou repetidamente a ideia de abdicar.

Para ele, o compromisso assumido perante o Parlamento norueguês não era temporário.

Era para a vida inteira.

E assim foi.

Hoje, a bandeira real baixou a meio-mastro em Oslo. O homem que durante 35 anos ocupou a varanda do Palácio Real, recebeu multidões, abriu o Parlamento, disputou regatas, visitou aldeias, consolou uma nação em momentos de tragédia e defendeu uma Noruega cada vez mais plural já não está entre nós.

Harald V pertence agora à história. O menino que conheceu o exílio, o príncipe que esperou nove anos pela mulher que amava, o velejador olímpico, o ambientalista que sonhou com a Amazônia, o rei que escolheu a inclusão em vez da distância e que se recusou a abandonar seu dever até o último dia.

A Noruega perdeu seu rei.
A Europa perdeu uma de suas últimas testemunhas vivas de um mundo que desapareceu.
Vida longa ao rei Haakon VIII.

Foto: Harald como príncipe herdeiro na década de 50.

ENTRE A TRADIÇÃO E O FUTURO: AS MONARQUIAS EM 2026Há momentos em que as monarquias ocupam as manchetes por coroações, ca...
17/08/2026

ENTRE A TRADIÇÃO E O FUTURO: AS MONARQUIAS EM 2026

Há momentos em que as monarquias ocupam as manchetes por coroações, casamentos ou funerais. Em outros, são acontecimentos aparentemente discretos que revelam questões muito mais profundas: quem herdará uma Coroa, o que significa pertencer a uma dinastia e até onde uma instituição secular pode mudar sem renunciar à própria memória?

Neste 13 de agosto de 2026, poucas monarquias traduzem esse dilema tão bem quanto a japonesa.

O príncipe herdeiro Fumihito de Akishino, irmão do imperador Naruhito, manifestou sentimentos contraditórios diante das recentes mudanças destinadas a assegurar o futuro da Casa Imperial. A questão toca o coração de uma tradição milenar. A legislação japonesa mantém a sucessão reservada aos homens da linhagem masculina, deixando fora dela a princesa Aiko, filha única do imperador Naruhito e da imperatriz Masako, apesar da grande popularidade que conquistou entre os japoneses.

As medidas recentes procuram impedir o progressivo encolhimento da Família Imperial, inclusive permitindo que princesas conservem sua condição após o casamento com plebeus. O princípio fundamental da sucessão masculina, contudo, permanece intocado.

Eis o paradoxo japonês: uma das mais antigas instituições hereditárias do mundo precisa encontrar uma maneira de sobreviver precisamente enquanto procura preservar aquilo que considera imutável.

Na Europa, o movimento parece seguir outra direção. Leonor da Espanha, Elisabeth da Bélgica, Catharina-Amalia dos Países Baixos e Ingrid Alexandra da Noruega pertencem a uma geração na qual mulheres poderão ocupar simultaneamente alguns dos principais tronos do continente. Caso suceda normalmente a Felipe VI, Leonor será a primeira rainha reinante da Espanha desde Isabel II, cujo reinado terminou em 1868.

Não se trata apenas de uma mudança de nomes numa árvore genealógica. É uma transformação silenciosa na própria imagem da realeza europeia. Aquilo que durante séculos constituiu exceção poderá, dentro de algumas décadas, tornar-se parte ordinária da paisagem monárquica do continente.

Também a maneira de pertencer à realeza está mudando.

Na Grã-Bretanha, James, Earl of Wessex, neto da rainha Elizabeth II, chegou à maioridade seguindo uma existência deliberadamente distante do núcleo operacional da Coroa. É um episódio aparentemente pequeno, mas revelador de um processo mais amplo: a monarquia britânica torna-se progressivamente mais enxuta, concentrando deveres oficiais em um número menor de membros.

No Luxemburgo, 2026 marca a consolidação do reinado de Guillaume, após a abdicação de seu pai, Henri, em outubro de 2025. Ali, a abdicação perdeu grande parte do antigo sabor de ruptura ou tragédia. Tornou-se quase uma liturgia de continuidade: o homem deixa o trono para que a instituição permaneça.

Nem toda passagem entre gerações, contudo, pode ser organizada pelo protocolo.

A morte da princesa Bajrakitiyabha da Tailândia, aos 47 anos, depois de anos de grave enfermidade, recordou uma verdade elementar que genealogias, cerimônias e constituições às vezes parecem esconder sob o peso de seus símbolos: sucessões dinásticas continuam submetidas à biologia, ao acaso e à mortalidade.

Talvez seja justamente isso que una acontecimentos aparentemente tão distantes, de Tóquio a Londres, de Madri ao Luxemburgo.

Durante séculos, habituamo-nos a descrever a monarquia como uma instituição fundada na permanência. Talvez, entretanto, sua verdadeira singularidade resida em algo mais sofisticado: na capacidade de administrar a mudança sem romper ostensivamente com o passado.

Um soberano abdica e outro assume. Uma princesa prepara-se durante décadas para um trono que ainda pertence ao pai. Um jovem descendente de reis prefere permanecer à margem da vida pública. Uma dinastia milenar procura responder a um problema sucessório imposto pelo século XXI.

As monarquias de 2026 não são, portanto, simplesmente instituições antigas tentando sobreviver à modernidade. São testemunhos vivos de uma negociação que atravessa os séculos.

É o passado conversando silenciosamente com o futuro, escolhendo aquilo que pode mudar para preservar aquilo que ainda deseja permanecer.

Carlos Egert
Diretório Monárquico do Brasil

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Sempre é tempo de ser feliz.Ótima semana🌟
22/06/2026

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Ótima semana🌟

Irmãos Selassie.O príncipe herdeiro Amha Wossen, o seu irmão, o príncipe Makonnen e a princesa Tsehai, filhos e filha de...
21/06/2026

Irmãos Selassie.
O príncipe herdeiro Amha Wossen, o seu irmão, o príncipe Makonnen e a princesa Tsehai, filhos e filha de Haile Selassie I participam de uma festa de jardim dada pela Sra. Seligman na Lincoln House, Parkside, Wimbledon.
Os irmãos estão em ternos formais e o príncipe herdeiro também usa uma capa escura, a princesa usa um chapéu branco e luvas, vestido branco com padrão completo com uma capa branca e uma boa de pluma, Londres, 8 de junho de 1936.
Haile Selassie I foi derrubado pelos Mengistu em 1974, terminando a dinastia real salomônica que começou no século XI e traça sua ascendência até a Rainha de Sabá e o Rei Salomão da Bíblia Sagrada.

Fonte: Brasil Imperial 👑

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A mulher que transformou uma cidade do Sul de Minas no Vale da EletrônicaEm 1907, nascia em Santa Rita do Sapucaí uma me...
21/06/2026

A mulher que transformou uma cidade do Sul de Minas no Vale da Eletrônica
Em 1907, nascia em Santa Rita do Sapucaí uma menina chamada Luzia Rennó Moreira. Sobrinha do Presidente da República Delfim Moreira, ela cresceu viajando o mundo — algo raro para mulheres da época.

Aos 22 anos foi obrigada pela família a se casar com um diplomata. Mas esse casamento, embora imposto, revelou seu destino: viajando pelo Japão e pela Europa, ela teve o insight que mudaria tudo — a eletrônica seria o futuro do mundo.

De volta a Santa Rita em 1942, tinha um sonho claro. Como explicou o diretor da ETE:
"Ela queria que os filhos que aqui nascessem ficassem na cidade. Quem não tinha dinheiro tinha que trabalhar nas lavouras."

Em 1959 fundou a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa — a primeira escola técnica de nível médio da América Latina e apenas a sétima do mundo. Doou terras herdadas e negociou pessoalmente com o Governo Federal a construção de 22 mil metros quadrados.
Nem o presidente escapava de sua firmeza. Quando Juscelino Kubitschek perguntou "como está a nossa escola?", Sinhá respondeu sem hesitar: "O senhor me desculpe, mas nossa não — minha."

Mas sua firmeza contrastava com seu amor pela comunidade. Criou loteamentos, ruas e bairros inteiros para que trabalhadores tivessem onde morar — vendendo a preços simbólicos por anos.
Seu último ato foi o mais surpreendente. Quando morreu em 1963 aos 55 anos — seu testamento dizia apenas:
"Está perdoada a dívida de todo mundo."

Hoje Santa Rita do Sapucaí tem duas faculdades, o Instituto Nacional de Telecomunicações, três incubadoras e 153 empresas ativas. A ETE que começou com 13 alunos hoje tem 700 estudantes — 40% mulheres.

Uma cidade que vivia do café virou o Vale da Eletrônica — graças a uma mulher à frente do seu tempo.

Fonte: G1 Globo / Wikipedia / SINDVEL / ETE Francisco Moreira da Costa
Sinhá Moreira — Foto: Arquivo / ETE FMC — em Santa Rita do Sapucaí.

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