13/04/2026
Depois de 2 anos de buscas, exames e ficar me explicando para todo mundo sobre o que eu sinto mas ninguém vê, finalmente meu diagnóstico de Fibromialgia saiu!
Eu achava que iria ficar feliz com o diagnóstico, pois eu ia parar de ser julgada de autodiagnostico, ou inventando por estar vendo coisa de Internet. Mas cada pessoa sabe as dores que carregam.
Tô triste, porque não seria nem lógico eu ficar feliz com o diagnóstico de uma deficiência. Sim, portadora de deficiência. SEM CURA.
Uma deficiência invisível, que mesmo a pessoa visivelmente em crise e falando que está com dor, é desacreditada e forçada a viver como se aquilo não existesse.
Posso gritar de dor, mas minha dor ninguém vai ver.
Assim como a dor de estar correndo há 2 anos atrás de um diagnóstico de TEA pelo sus, mesmo com encaminhamento e indicação da minha psicóloga. Mesmo diante de minhas limitações invisíveis, e julgamentos infinitos....
Mesmo assim, diante de tudo eu estou resistindo, com resiliência e a cada dia mais atenta ao cuidado comigo.
Hoje poderia ser um dia bom para uma pessoa que esperou muito por um diagnóstico. No mesmo dia em que consigo o de Fibromialgia, descubro que o de TEA está longe e acolhimento para isso não existe no sus e em quase nenhum lugar. As pessoas duvidam da minha angústia.
Há 2 anos na fila do sus, hoje eu fui ao caps e ouvi : É realmente você está na fila há 2 anos, mas aqui não temos como te ajudar. Vou te encaminhar novamente para o posto em que você está na fila há 2 anos. Fim.
Fim não, vou continuar. Me cuidando para continuar a cuidar das pessoas, como tenho feito há quase 20 anos através do Tarot.