21/07/2026
Até 40 baratas podem sair de uma única ooteca como essa. E o mais curioso é que ela não é apenas um “saquinho de ovos”.
A ooteca é uma cápsula extremamente resistente, produzida pela fêmea para proteger os embriões contra desidratação, impactos e parte dos predadores.
Dependendo da espécie e das condições ambientais, os filhotes podem levar de algumas semanas a alguns meses para eclodir.
Por isso, encontrar apenas uma ooteca já é um sinal importante de que aquela barata encontrou um ambiente favorável para se reproduzir.
Muitas espécies procuram locais escuros, protegidos e pouco perturbados, como o fundo de gavetas, dobradiças de armários, frestas, atrás de eletrodomésticos, caixas de papelão, pilhas de jornais e depósitos.
As caixas de papelão, aliás, merecem atenção especial. Além de oferecerem abrigo, suas superfícies e ondulações servem como excelentes esconderijos. O papel também absorve umidade e retém odores, criando um microambiente que favorece a permanência desses insetos.
Outro detalhe pouco conhecido é o cheiro. Baratas produzem substâncias químicas que funcionam como sinais de agregação, indicando para outras que aquele local é seguro.
Em infestações maiores, esse odor pode se tornar perceptível: um cheiro característico, oleoso e levemente adocicado, que muitas pessoas descrevem como “mofo” ou “ranço”. Esse odor também pode impregnar alimentos, embalagens e armários.
Quando os filhotes nascem, são completamente brancos e extremamente vulneráveis. Em poucas horas, seu exoesqueleto endurece e escurece, adquirindo a coloração típica da espécie. A partir daí, passam por diversas mudas até atingirem a fase adulta, quando então começam um novo ciclo reprodutivo.
É por isso que eliminar apenas as baratas visíveis raramente resolve o problema. Enquanto ootecas permanecerem escondidas em frestas, móveis ou caixas armazenadas, novos indivíduos continuarão surgindo semanas depois, dando a falsa impressão de que o tratamento “não funcionou”.